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Pesquisadores da Esalq desenvolvem plástico produzido a partir do amido da mandioca

Produto é 30% mais forte do que o sintético e não causa impactos ao meio ambiente
plástico de mandioca
Produto é 30% mais forte do que o sintético e não causa impactos ao meio ambiente

Produto é 30% mais forte do que o sintético e não causa impactos ao meio ambiente

Preservar o meio ambiente é uma tarefa urgente e a ciência tem se mostrado uma grande aliada nessa missão. Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, desenvolveram um plástico inovador feito a partir do amido da mandioca, com resistência superior aos plásticos convencionais.

Plástico de Mandioca: Uma Solução Mais Resistente

O consumo desenfreado de plásticos tem gerado um impacto ambiental significativo. Apesar de algumas iniciativas com sacolas biodegradáveis, a fragilidade desses materiais tem sido um entrave para sua adoção em larga escala. A pesquisa da Esalq apresenta uma solução promissora: um plástico à base de amido de mandioca com resistência até 30% maior que os plásticos biodegradáveis disponíveis no mercado.

O Processo de Ozonização: A Chave para o Sucesso

O diferencial do novo plástico reside no processo de fabricação. Um equipamento especial utiliza gás ozônio para tratar a mistura de amido e água, um processo chamado ozonização. Essa etapa melhora significativamente a qualidade do material, conferindo maior resistência e transparência, características importantes para embalagens, por exemplo. A gelificação do amido, processo similar ao que ocorre ao fazer um mingau, é fundamental para a formação do plástico.

Avanços e Perspectivas Futuras

Enquanto a produção em larga escala ainda não é realidade, a pesquisa demonstra um avanço significativo na busca por alternativas sustentáveis. A maior resistência e transparência do novo plástico o tornam uma opção viável para substituir os plásticos convencionais. Além disso, a utilização de sacolas reutilizáveis pelos consumidores contribui para reduzir o impacto ambiental no presente. A expectativa é que essa inovação inspire outras pesquisas e contribua para a construção de um futuro mais sustentável.

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