Dispositivo foi criado em parceria com uma Universidade Argentina; gás pode ser letal se inalado em grande quantidade
Um dispositivo desenvolvido em parceria entre a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Cumma, na Argentina, promete prevenir tragédias causadas por vazamento de monóxido de carbono (CO). O gás, invisível e letal, foi apontado como a causa da morte de seis brasileiros em um apartamento em Santiago, no Chile, reforçando a necessidade de tecnologias de detecção eficazes.
Detecção e Alerta
O aparelho criado pelos pesquisadores detecta a presença de CO por meio de partículas de dióxido de crômio, que geram uma corrente elétrica ao entrar em contato com o gás. Essa corrente elétrica aciona um alarme sonoro, alertando sobre o vazamento. Segundo o professor Dalfis Kar Elson Longo, da UFSCar, a simplicidade e o baixo custo do dispositivo são seus grandes diferenciais, uma vez que a criação de sensores de CO altamente sensíveis é complexa.
Parceria Internacional e Impacto Social
A pesquisa é uma colaboração entre o Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais da UFSCar e a Universidade de Mar del Plata, na Argentina. O professor Miguel Ponce destaca a importância da parceria para salvar vidas. Em setembro, o dispositivo foi apresentado na Câmara dos Deputados da Argentina, onde cerca de 200 pessoas morrem anualmente por intoxicação com CO. Um projeto de lei em tramitação busca tornar o uso do equipamento obrigatório em aquecedores, visando reduzir significativamente essas estatísticas.
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A inovação tecnológica desenvolvida pela UFSCar e a Universidade Cumma representa um avanço significativo na prevenção de acidentes com monóxido de carbono, oferecendo uma solução acessível e eficaz para proteger vidas e evitar tragédias como a ocorrida com os seis brasileiros no Chile. A iniciativa demonstra a importância da cooperação internacional em pesquisa e desenvolvimento para enfrentar desafios globais de saúde pública.



