A deionização capacitiva é uma técnica mais barata do que o método tradicional chamado de osmose reversa
Professor Alvis Carr, da Universidade Federal de São Carlos, desenvolve pesquisa pioneira na América Latina para dessalinizar água salobra usando deionização capacitiva, técnica moderna empregada nos EUA e Europa.
Custo Reduzido e Solução para Regiões Áridas
Este método se destaca pelo baixo custo de manutenção, bem inferior à osmose reversa, tornando-se viável para regiões secas como o semiárido nordestino. Segundo Luís Augusto Martins Ruotolo, responsável pela pesquisa, a região semiárida possui grande quantidade de água subterrânea imprópria para consumo devido à alta salinidade. A deionização capacitiva se apresenta como solução para tornar essa água potável, atendendo pequenas comunidades com equipamentos de fácil operação e manutenção.
Como Funciona a Deionização Capacitiva?
De acordo com a Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, cerca de 19,5 milhões de metros cúbicos de água poderiam ser extraídos anualmente do subsolo sem riscos ambientais. Ruotolo explica que o processo funciona como uma pilha, utilizando eletrodos e energia elétrica para remover sais (partículas eletricamente carregadas). Duas placas de carbono, com voltagem aplicada (ex: 2 volts), atraem os íons cloreto (carga negativa) para o polo positivo, deixando a água limpa e desalinizada. O baixo consumo de energia permite o uso de painéis solares, reduzindo ainda mais os custos.
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A pesquisa busca apoio de empresas para viabilizar a produção em larga escala desses equipamentos, oferecendo uma solução inovadora e sustentável para o acesso à água potável em regiões afetadas pela seca.



