Plano é identificar como ocorre o desenvolvimento da doença no organismo
Um estudo realizado pela Unesp de Araraquara investigou a agressividade de um tipo específico de tumor cerebral: os astrocitomas. Caracterizados pela forma estrelada de suas células, esses tumores se destacam pela rápida progressão e resistência a tratamentos convencionais.
Astrocitomas: alta agressividade e letalidade
Segundo a professora Valéria Valente, pesquisadora da Unesp, os astrocitomas são altamente agressivos e representam um dos tipos mais frequentes de câncer cerebral. Apesar de não serem tão prevalentes, sua alta taxa de mortalidade se deve à rápida evolução e à agressividade das células tumorais, que proliferam rapidamente e resistem às terapias. Tratamentos como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, embora aplicados, frequentemente resultam em recidiva, com letalidade chegando a 90%.
Análise de proteínas e genes
A pesquisa analisou as proteínas responsáveis pela manutenção do material genético dos pacientes. Foram encontradas alterações que explicam a maior agressividade em alguns casos. O estudo focou em proteínas que garantem a integridade do genoma, identificando um conjunto de genes com alterações significativas nos astrocitomas mais agressivos (grau 4). Essas alterações genéticas estão potencialmente relacionadas à maior agressividade da doença.
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Novas perspectivas terapêuticas
Com a identificação dos genes responsáveis pela maior agressividade, a pesquisadora acredita na possibilidade de desenvolver novas terapias para o tratamento de astrocitomas. O estudo, que analisou 55 pacientes tratados no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, durou cerca de cinco anos e seus resultados foram publicados em importantes revistas científicas. A descoberta abre caminho para novas abordagens terapêuticas, oferecendo esperança para pacientes com esse tipo de tumor cerebral.



