Material é feito de folha de bananeira, bagaço de cana-de-açucar e da goiaba; ouça mais sobre a pesquisa no ‘Nossa Gente’
Apresentação do programa Nossa Gente, da CBN, com Daniela Lemos, que destaca uma pesquisa sobre bioplástico desenvolvida na Unesp de Rio Claro.
Bioplástico: Uma solução sustentável
A pesquisa, realizada no Instituto de Pesquisa em Bioenergia, utiliza resíduos de biomassa vegetal, como folha de bananeira e bagaço de cana e goiaba, para criar um bioplástico mais resistente e flexível que o tradicional. A meta é alcançar a produção em escala industrial.
Desafios da pesquisa e produção
A pesquisa, realizada em equipe, enfrenta desafios como o tempo de desenvolvimento, dificuldades de inserção no mercado e financiamento. A pesquisadora Júlia Martins explica que o bioplástico é mais resistente a altas temperaturas, o que é crucial para sua processabilidade industrial. A comparação com o plástico tradicional, que leva de 90 a 700 anos para se decompor, destaca a vantagem da decomposição rápida do bioplástico (3 a 30 dias), reduzindo o impacto ambiental.
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Da pesquisa ao mercado: o caminho para a sustentabilidade
A transferência da pesquisa do laboratório para a indústria é um processo complexo, com custos elevados que podem afetar o preço final para o consumidor. A pesquisadora destaca a importância de parcerias com empresas para viabilizar a produção em larga escala, tornando o bioplástico uma alternativa competitiva e acessível, contribuindo para a redução de resíduos plásticos e um futuro mais sustentável.



