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Pesquisadores da Unesp estudam criação de produto natural que auxilia a cicatrização

Cientistas acreditam que as propriedades do látex com o extrato da Guaçatonga podem ter essências medicinais
cicatrização natural
Cientistas acreditam que as propriedades do látex com o extrato da Guaçatonga podem ter essências medicinais

Cientistas acreditam que as propriedades do látex com o extrato da Guaçatonga podem ter essências medicinais

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (Unesp) desenvolvem membranas biomédicas cicatrizantes a partir do látex natural, combinando-o com extratos de plantas brasileiras. Duas pesquisas estão em andamento, utilizando diferentes aditivos para potencializar o processo de cicatrização.

Membranas com Extrato de Guasatonga

Uma das pesquisas concentra-se em membranas de látex enriquecidas com extrato de guasatonga (também conhecida como café-bravo ou erva-de-lagarto). Conhecida por suas propriedades anti-inflamatórias na cultura popular e utilizada inclusive no tratamento caseiro de gastrite, a planta é estudada há seis anos e meio pelo pesquisador Dr. André Flávio Alexandre Carvalho. A expectativa é que a combinação do látex com o extrato de guasatonga acelere a formação de novos vasos sanguíneos, potencializando a cicatrização de feridas crônicas como as diabéticas, queimaduras e escaras de decúbito.

Membranas com Colágeno

Outra linha de pesquisa utiliza o colágeno como aditivo ao látex. De acordo com a pesquisadora Ana Laura Destruxagas, o colágeno, componente da matriz extracelular, contribui para a estrutura, firmeza e elasticidade da pele, auxiliando na formação de novo tecido. Este tipo de membrana tem como foco principal o tratamento de feridas causadas pelo diabetes.

Resultados Promissores e Próximos Passos

Para o professor Rodinei Donizete Herculano, o desenvolvimento destas membranas representa um avanço significativo, oferecendo um curativo biomédico barato e eficaz, derivado da biodiversidade brasileira. Testes com voluntários já estão em andamento. Uma paciente, Dona Teresa, relata alívio significativo após dois meses de uso, com melhora de 100% nas dores causadas por feridas crônicas. Os pesquisadores pretendem, futuramente, expandir os testes clínicos com as membranas contendo guasatonga e colágeno.

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