Substância produzida pelo organismo estimula o tecido adiposo marrom, que é responsável por manter a temperatura corporal
Martins, com mais de 100 kg, iniciou tratamento para emagrecimento, perdendo 11 kg, mas o processo estagnou. Seu endocrinologista, Dr. Bruno Gilonese, explica que o corpo reage à perda de peso tentando retornar ao peso original, um mecanismo de defesa contra a desnutrição.
O Tecido Adiposo Marrom: Uma Nova Perspectiva
Pesquisas sobre a obesidade se concentram no tecido adiposo marrom, inicialmente observado em animais que hibernam. Este tecido, diferente do tecido adiposo comum que armazena energia, produz calor e queima calorias mais rapidamente, funcionando como um "climatizador" do organismo, segundo o Dr. Lício Augusto Veloso, coordenador do Centro de Pesquisa sobre Obesidade da Unicamp. A detecção desse tecido em humanos é possível por meio de câmeras de calor, que identificam manchas brancas.
Interleucina 10: Uma Promessa para o Tratamento da Obesidade
Estudos liderados por José Carlos de Lima Jr., pesquisador do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades da Unicamp, apontam a interleucina 10, substância produzida pelo próprio corpo, como um potencial aliado no combate à obesidade. Produzida pelos gânglios linfáticos (íngua), a interleucina 10 atua no tecido adiposo marrom, aumentando a queima de gordura. Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de novos medicamentos, embora o exercício físico regular continue sendo a melhor forma de estimular o tecido adiposo marrom.
Leia também
Martins almeja perder mais 10 kg, demonstrando a luta contínua contra a obesidade. A pesquisa, publicada na revista científica internacional The Lancers, oferece esperança para novas abordagens terapêuticas. A busca por soluções eficazes para o controle de peso permanece um desafio, mas avanços científicos como este trazem novas perspectivas para o futuro.



