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Pesquisadores da USP de Ribeirão desenvolvem embalagem biodegradável que pode substituir isopor

Pesquisadores da USP de Ribeirão desenvolvem embalagem biodegradável que pode substituir isopor
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Pesquisadores da USP de Ribeirão desenvolvem embalagem biodegradável que pode substituir isopor

Pesquisadores da USP de Ribeirão desenvolvem embalagem biodegradável que pode substituir isopor

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolveram uma alternativa promissora para substituir o isopor em embalagens de alimentos. A inovação consiste em uma embalagem biodegradável, produzida a partir de ingredientes como mandioca, cúrcuma e sementes de abacate, apresentando um custo potencialmente menor e um impacto ambiental significativamente reduzido.

A Descoberta no Laboratório de Biopolímeros

No laboratório de biopolímeros industriais do Departamento de Química da Universidade de São Paulo, os pesquisadores descobriram que a combinação de certos alimentos permite criar um substituto para o poliestireno expandido, o material utilizado em bandejas, copos e marmitas. Segundo o pesquisador Guilherme José Aguilar, o material resultante é totalmente sustentável, utilizando amido, aditivos e resíduos de forma ecologicamente correta. A pesquisa, que se estendeu por quatro anos, resultou em uma embalagem com custo inferior àquelas feitas exclusivamente com amido, graças à adição de resíduos.

Testes e Aplicações da Nova Embalagem

As embalagens foram submetidas a testes rigorosos de temperatura, demonstrando suportar até 250 graus Celsius, o que as torna ideais para guardar e transportar alimentos prontos, frutas e legumes. No entanto, não são adequadas para uso em fornos. A pesquisadora Maísa Miquito destaca que os estudos continuam, com foco em encontrar uma forma de impermeabilizar as embalagens para que possam ser usadas com alimentos úmidos. O tempo de decomposição do material é de aproximadamente 30 dias, consideravelmente menor do que o das embalagens tradicionais.

Impacto Ambiental e Enriquecimento de Alimentos

A professora de tecnologia de alimentos, Délia Plácido, ressalta a importância da busca por materiais sustentáveis, motivada pela preocupação com o impacto ambiental causado por materiais derivados de fontes não naturais, como o petróleo. Ela também aponta que a embalagem pode enriquecer alguns alimentos, já que seus componentes coloridos podem transferir compostos fenólicos e carotenoides para o alimento. A iniciativa representa um avanço significativo na busca por alternativas ecologicamente corretas no setor de embalagens.

A criação representa um passo importante em direção a práticas mais sustentáveis na indústria alimentícia.

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