Testes feitos em camundongos tiveram taxa de sobrevivência de 60 a 100%
Uma nova esperança surge para milhares de pessoas que convivem com a doença de Chagas. Pesquisadores da USP de São Carlos, Ribeirão Preto e São Paulo desenvolveram uma substância com potencial para eliminar o parasita causador da doença, abrindo caminho para um novo tratamento.
O impacto da doença de Chagas
A doença de Chagas, causada pelo parasita Trypanosoma cruzi, presente nas fezes do inseto barbeiro, afeta milhares de pessoas no Brasil e em outros países da América Latina. O parasita pode se alojar em diferentes órgãos, como coração, intestino e esôfago, causando danos significativos à saúde. Ivanade Alves Santana, por exemplo, convive com a doença há mais de 40 anos, tendo passado por cirurgias no esôfago e no coração devido à infecção.
Nova substância promissora
A pesquisa desenvolvida na USP resultou na descoberta de uma substância com três componentes químicos, capaz de inibir a atividade da cruzaina, uma enzima essencial para a sobrevivência do parasita. Testes em camundongos mostraram uma taxa de sobrevivência entre 60% e 100%, resultado significativamente superior aos 10% observados com o tratamento padrão. O coordenador do estudo, Carlos Alberto Montanari, destaca que novos testes são necessários para determinar a dose ideal para humanos e estabelecer um protocolo de tratamento eficaz.
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Próximos passos e expectativas
Com os resultados promissores obtidos em animais, o próximo passo é iniciar os testes em humanos. Para isso, os pesquisadores buscam parcerias com indústrias farmacêuticas para viabilizar a produção e comercialização de um novo medicamento. Ivanade, assim como muitos outros pacientes, se mostra otimista com a possibilidade de um tratamento eficaz que possa, finalmente, eliminar o parasita de seu organismo e melhorar a qualidade de vida de milhares de pessoas afetadas pela doença de Chagas.



