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Pesquisadores da USP desenvolvem aplicativo para crianças com síndrome de down

Dispositivo auxilia os pacientes a melhorarem a comunicação; inciativa ainda está em fase de testes
Síndrome de Down
Dispositivo auxilia os pacientes a melhorarem a comunicação; inciativa ainda está em fase de testes

Dispositivo auxilia os pacientes a melhorarem a comunicação; inciativa ainda está em fase de testes

Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolveram um aplicativo para auxiliar na comunicação de crianças com síndrome de Down. A iniciativa surgiu da experiência de duas amigas cientistas, cujos filhos apresentavam dificuldades de fala.

Desafio e Solução

O aplicativo busca solucionar um desafio enfrentado pelos pais: exercitar a fala das crianças em casa, sem a supervisão constante de um fonoaudiólogo. A fonoaudióloga Bianca Botolás Cichieri explica que testes com 15 crianças (entre 2 e 8 anos) já estão em andamento, utilizando o app como complemento às atividades domiciliares prescritas pela fonoaudiologia, oferecendo um feedback que o caderno tradicional não proporciona.

Funcionalidades e Resultados

O aplicativo apresenta figuras e sons na tela do celular, incentivando a criança a repeti-los. Pais como Fabrício Freitas, pai de Sofia, relatam avanços significativos na fala da filha após o uso do aplicativo. A possibilidade de acompanhamento personalizado e a segurança de um método correto são destacadas como grandes vantagens. Fernando Meloni, responsável pelo desenvolvimento técnico, ressalta a importância da comunicação para o aprendizado, afirmando que a melhora na comunicação impacta diretamente na capacidade de aprendizagem e na autoconfiança da criança.

Futuro e Aplicações

A coordenadora do projeto, Alessandra Macedo, vislumbra a integração do aplicativo em brinquedos e objetos lúdicos, expandindo seu alcance e interação com crianças menores. A cientista Marinalva Dias, criadora do app (batizado com o nome da filha, Sofia), destaca seu potencial para auxiliar não apenas crianças com síndrome de Down, mas também outras com distúrbios de fala. Juliana, mãe de Tamires, aprova o aplicativo e enfatiza a importância da comunicação para a avaliação do potencial da criança. O aplicativo, previsto para lançamento ainda este ano, não substitui o acompanhamento profissional do fonoaudiólogo.

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