Técnica, segundo o grupo de estudo, é menos invasiva do que as terapias convencionais
Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP desenvolveram um novo tratamento para bruxismo do sono, menos invasivo que as terapias convencionais. A técnica utiliza a combinação de laser de baixa potência, ultrassom e terapia a vácuo.
Método inovador
O tratamento, resultado de cinco anos de pesquisa, é baseado nos efeitos anti-inflamatórios, analgésicos e reparadores de tecidos do laser, ultrassom e vácuo. Segundo o pesquisador responsável, Vitor Hugo Panhoca, o método promove melhora na abertura bucal, redução da dor e aumento na qualidade de vida dos pacientes, comprovado por meio do índice de qualidade de vida bucal Ohip-14.
Disfunção Temporomandibular (DTM) e Bruxismo
A DTM, uma das dores orofaciais mais comuns, afeta a articulação temporomandibular (ATM) e os músculos da mastigação. Associada frequentemente ao bruxismo (apertamento dentário), seja durante o sono ou a vigília, a DTM causa inflamação e lesões, levando à dor. Cerca de 45% dos brasileiros apresentam sintomas relacionados, com maior prevalência em mulheres entre 20 e 50 anos. A nova técnica se apresenta como alternativa menos invasiva aos tratamentos tradicionais, que em alguns casos podem necessitar de cirurgia.
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Resultados e próximos passos
Em testes experimentais, o tratamento mostrou resultados positivos em pacientes, com redução da dor e melhora na abertura bucal em aproximadamente um mês, com duas sessões semanais. Os pesquisadores planejam expandir os estudos com um número maior de voluntários para confirmar os resultados e validar a eficácia da nova terapia. A possibilidade de aliar esse método a outros tratamentos convencionais também está em estudo.



