Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
A Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto está conduzindo um monitoramento intensivo das capivaras que habitam o campus universitário. O objetivo principal é prevenir a proliferação de carrapatos-estrela, vetores da febre maculosa, garantindo a segurança da comunidade acadêmica e dos visitantes.
Monitoramento Contínuo por Câmeras e Especialistas
O acompanhamento é realizado através de câmeras de vigilância estrategicamente posicionadas e da análise de especialistas da universidade, como o pesquisador Carlos Alberto Pérez, engenheiro agrônomo, entomólogo e doutor em conservação de ecossistemas florestais. O estudo busca entender a movimentação das capivaras e sua possível ligação com outros grupos localizados em áreas próximas, como o Parque Maurílio Biagi.
Capivarodutos: Uma Solução Inovadora
Para garantir que as capivaras não fiquem isoladas e possam circular livremente pelo campus, a USP instalou “capivarodutos” – passagens subterrâneas sob as pontes que cruzam os corpos d’água. Essa medida permite que os animais acessem diferentes áreas do campus, incluindo matas ciliares a montante e a jusante, sem que fiquem encurralados. As câmeras também monitoram o uso dessas passagens, registrando a presença de outros animais, como cutias e gatos.
Desequilíbrio Ecológico e Risco de Febre Maculosa
A pesquisa também investiga a falta de predadores naturais para as capivaras no campus, o que pode contribuir para o desequilíbrio populacional. Além disso, o estudo se concentra na prevenção da febre maculosa, já que o carrapato-estrela é o vetor da doença. A USP, com uma circulação diária de aproximadamente 22 mil pessoas, considera essencial garantir que os usuários do campus não estejam expostos a picadas de carrapatos.
O monitoramento contínuo e as medidas preventivas adotadas pela USP demonstram o compromisso da instituição com a segurança e o bem-estar de sua comunidade, além da preocupação com a preservação do meio ambiente.



