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Pesquisadores da USP Ribeirão identificam que gestantes atendidas pelo SUS tem níveis inadequados de iodo

Mineral é essencial para a saúde da gestante e para o desenvolvimento neurológico do bebê; pesquisadora explica
Pesquisadores da USP Ribeirão identificam que
Mineral é essencial para a saúde da gestante e para o desenvolvimento neurológico do bebê; pesquisadora explica

Mineral é essencial para a saúde da gestante e para o desenvolvimento neurológico do bebê; pesquisadora explica

Pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP identificaram que grande parte das gestantes atendidas pelo SUS em Ribeirão Preto apresenta níveis inadequados de iodo, Pesquisadores da USP Ribeirão identificam que, mineral essencial para a saúde da mãe e o desenvolvimento neurológico do bebê.

Prevalência de deficiência de iodo em gestantes

A doutoranda em nutrição e metabolismo Ana Carolina Momente, responsável pelo estudo, afirmou que a prevalência de deficiência de iodo entre as gestantes é maior do que o esperado, indicando falhas na política atual de iodação do sal. Segundo ela, a alimentação, especialmente o consumo de sal iodado, está diretamente relacionada ao problema.

Qualidade e armazenamento do sal iodado: A pesquisa analisou amostras de sal comercializadas e armazenadas em domicílios, constatando que algumas apresentavam níveis de iodo abaixo ou acima dos recomendados, evidenciando a ausência de um padrão adequado. O estudo também apontou que o armazenamento incorreto do sal, como mantê-lo fora da embalagem original ou em recipientes não vedados, expostos à umidade, luz e calor, pode comprometer a quantidade de iodo disponível.

Impactos da deficiência de iodo na gestação e no bebê: A deficiência de iodo pode aumentar o risco de aborto espontâneo, parto prematuro e causar problemas neurológicos graves no bebê, incluindo déficits neurocognitivos e, em casos extremos, cretinismo. Gestantes têm uma necessidade aumentada de iodo devido ao desenvolvimento do feto, tornando essa população especialmente vulnerável.

Diagnóstico e suplementação: O exame para detectar deficiência de iodo, por meio da análise da iodúria (teor de iodo na urina), não é rotina no SUS. Ana Carolina Momente recomendou que gestantes consumam sal iodado de qualidade e armazenem-no corretamente. Sobre suplementação, ela explicou que ainda não existem evidências suficientes para recomendação universal, sendo ideal uma suplementação individualizada após avaliação médica. O suplemento disponível é oral.

Próximos passos da pesquisa

O estudo continuará avaliando a correlação entre os níveis de iodúria nas gestantes e os desfechos neonatais, acompanhando os bebês até os seis meses de vida. O objetivo é compreender melhor os impactos da deficiência e orientar políticas públicas para melhorar a iodação do sal e a saúde materno-infantil.

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