CBN Ribeirão 90,5 FM
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Pesquisadores da USP Ribeirão participam de projeto para dar suporte a comunidades ribeirinhas

Simone Kashima, supervisora do laboratório de biologia molecular, explica o projeto NAVIO e fala da atuação do grupo em campo
Pesquisadores da USP Ribeirão participam de
Simone Kashima, supervisora do laboratório de biologia molecular, explica o projeto NAVIO e fala da atuação do grupo em campo

Simone Kashima, supervisora do laboratório de biologia molecular, explica o projeto NAVIO e fala da atuação do grupo em campo

Pesquisadores e alunos da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto participaram em janeiro da terceira edição do projeto Navio – Navegação Ampliada para Vigilância Intensiva e Otimizada. A iniciativa leva assistência médica e odontológica às comunidades ribeirinhas do Pantanal, Pesquisadores da USP Ribeirão participam de, localizadas às margens do Rio Paraguai.

A professora Simone Cachima, supervisora do Laboratório de Biologia Molecular do Hemocentro de Ribeirão Preto, integrou a equipe responsável pela investigação epidemiológica e caracterização de vírus junto a essas populações. Ela destacou que o grupo participou também da segunda edição do projeto e, nesta terceira missão, esteve em campo com alunos de pós-graduação.

Projeto e atuação da equipe: O projeto é uma iniciativa da Marinha do Brasil em parceria com o grupo da Fiocruz Minas, liderado pelo doutor Luiz Alcântara. A equipe da USP foi convidada a contribuir com sua experiência no estudo do vírus HTLV (vírus linfotrópico de células T humanas), um retrovírus transmitido por contato sexual, sanguíneo e vertical (de mãe para filho). O objetivo foi realizar diagnóstico e acompanhamento epidemiológico nas comunidades ribeirinhas.

Localização e logística: As comunidades atendidas estão distribuídas ao longo do Rio Paraguai, desde Cáceres (MT) até Porto Murtinho (MS). O acesso difícil a essas populações justifica a atuação da Marinha, que disponibiliza navios equipados com laboratórios para coleta e análise das amostras in loco. Os resultados são encaminhados às secretarias de saúde de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para acompanhamento clínico.

Atividades realizadas e duração da missão

A missão de janeiro durou 21 dias, durante os quais a equipe visitou todas as comunidades ao longo do rio. Além da coleta e análise das amostras, os alunos de pós-graduação participaram de ações de educação em saúde, explicando à população os modos de transmissão do vírus e medidas preventivas. O diagnóstico é realizado nos laboratórios instalados nos navios, com liberação dos resultados para os médicos responsáveis.

Equipe e próximas missões: A equipe da USP contou com a participação da professora Simone Cachima e um aluno de pós-graduação que já havia participado da segunda missão. A quarta missão está prevista para iniciar em 22 de março, com a participação de duas novas alunas. A colaboração entre o Hemocentro de Ribeirão Preto e o grupo da Fiocruz Minas ocorre por meio do doutor Luiz Alcântara, que destacou a experiência da equipe no estudo do HTLV.

Entenda melhor

O HTLV é um retrovírus que pode causar doenças neurológicas e hematológicas. A transmissão ocorre principalmente por contato sexual, compartilhamento de agulhas e da mãe para o filho durante a amamentação. O diagnóstico precoce e o acompanhamento clínico são essenciais para o controle da infecção nas populações vulneráveis.

Veja também

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.