Grupo quer entender o potencial antidepressivo da bebida e o impacto no estresse pós-traumático
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Pesquisadores da USP Ribeirão realizam estudos, por meio do Laboratório Fantástica Lab, realizam um estudo sobre os efeitos da ayahuasca na saúde mental. A bebida tradicional indígena, utilizada em rituais religiosos, está sendo analisada quanto ao seu potencial para auxiliar pessoas com transtornos como depressão, ansiedade e outras condições mentais.
Recrutamento de voluntários: O estudo, realizado em Ribeirão Preto, está com inscrições abertas para voluntários interessados em participar da pesquisa. A iniciativa já dura mais de 20 anos e conta com resultados preliminares, mas ainda não há comprovação científica definitiva de que a ayahuasca possa ser utilizada como tratamento para transtornos mentais.
Cuidados e acompanhamento profissional: Os pesquisadores ressaltam que a ayahuasca não deve ser considerada um medicamento e que seu uso deve sempre ocorrer sob acompanhamento profissional, seja em contextos religiosos, ritualísticos ou médicos. O uso inadequado, como dosagem incorreta ou ausência de supervisão, pode agravar problemas de saúde mental.
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Contexto e importância do estudo: A pesquisa também investiga a relação entre o consumo da ayahuasca, o ciclo menstrual em mulheres e a saúde mental de forma geral. O tema ganha relevância especialmente após o aumento dos transtornos mentais observado durante e após a pandemia de COVID-19, quando mais pessoas passaram a apresentar sintomas e buscar ajuda.
Informações adicionais
A ayahuasca é consumida na forma de chá, conhecido por seu sabor amargo. Embora a bebida seja tradicionalmente utilizada em rituais, seu potencial terapêutico está sendo estudado cientificamente, o que reforça a necessidade de cautela e acompanhamento especializado.



