Candidata a vacina desenvolvida em Ribeirão em parceria com a USP analisa possíveis mudanças pelo avanço de outras vacinas
Pesquisadores da Vessa Muni, candidata a vacina brasileira contra a Covid-19 desenvolvida em Ribeirão Preto em parceria com a USP, estão em negociações com a Anvisa para ajustar o protocolo de estudos clínicos. A dificuldade em recrutar voluntários que não tenham recebido nenhuma dose de vacina contra a Covid-19, devido ao avanço da imunização no país, impulsiona a necessidade dessas mudanças.
Mudanças no Protocolo
Em nota, a Anvisa confirmou que, em 16 de junho, a empresa solicitou alterações no protocolo. Essa situação também afeta os pesquisadores da ButanVac, que enfrentam o mesmo desafio na busca por voluntários sem vacinação prévia. A necessidade de adaptação se mostra crucial para dar continuidade à pesquisa da Vessa Muni.
Adaptação dos Estudos
A formatação básica das fases 1 e 2 dos testes da Vessa Muni, com 360 voluntários no Hospital do Coração (Hcor) em São Paulo, deve permanecer inalterada. O foco será na avaliação da segurança e da resposta imunológica. No entanto, os locais de recrutamento, o perfil dos voluntários e as variáveis avaliadas podem ser ajustados. A possibilidade de usar a Vessa Muni como reforço para outras vacinas também está em análise.
Próximos Passos
Com mais de 52% da população brasileira vacinada com ao menos uma dose, a discussão se concentra em estratégias para alcançar grupos ainda não imunizados, como jovens entre 18 e 20 anos em regiões com menor cobertura vacinal. A fase 3 dos estudos da Vessa Muni, que avaliará a eficácia da vacina em outros centros de pesquisa, ainda não tem data nem estrutura definidas.



