Composto feito de nanopartículas de tungstato de prato destrói o tumor sem matar as células saudáveis do organismo
Pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) desenvolveram uma nova substância com potencial para revolucionar o tratamento contra o câncer, sem os efeitos colaterais da quimioterapia tradicional. Trata-se de um composto de nanopartículas de tungstato de prata, invisíveis a olho nu e apenas detectáveis por microscopia.
Descoberta Inédita
Em testes *in vitro* com células de câncer de bexiga de camundongos, o composto demonstrou alta capacidade de eliminar células tumorais em apenas 24 horas. Resultados anteriores já haviam demonstrado eficácia contra fungos e bactérias, mas a ação contra células cancerígenas é inédita. A pesquisadora Taíne Robeldo destaca a surpreendente eficácia do material.
Tecnologia de Ponta
O processo de criação envolveu a irradiação de elétrons no composto, em conjunto com a aplicação de um laser ultrarrápido. Essa combinação, desenvolvida em parceria com cientistas da Espanha e República Checa, permitiu obter nanopartículas de prata com alta densidade de elétrons na superfície. Segundo o professor Elson Longo, do Departamento de Química da UFSCar, essa prata reage com o oxigênio, criando um composto altamente bactericida, fungicida e antitumoral.
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Próximos Passos
Após um ano de testes laboratoriais, os resultados promissores foram publicados em revista científica internacional. A pesquisa demonstra a capacidade do composto em destruir tumores sem afetar as células saudáveis, abrindo caminho para novas terapias contra o câncer com menores efeitos colaterais. A equipe aguarda os próximos passos para dar continuidade às pesquisas e viabilizar a aplicação clínica desta descoberta inovadora.



