Estudo foi realizado por cientistas de Campinas e publicado em uma revista internacional
Pesquisadores de Campinas analisaram surtos de Chikungunya no Nordeste brasileiro e descobriram que a doença é significativamente mais letal que a dengue. O estudo, publicado em revista internacional, utilizou dados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Bahia, regiões com alto registro de casos em 2016.
Mortes por Chikungunya: Números alarmantes
Embora os números oficiais apontem 105 mortes por Chikungunya em 2016 nessas regiões, os pesquisadores estimam um número muito maior: 7.231 óbitos. Segundo o epidemiologista André Ribas Freyrias, a mortalidade relacionada à Chikungunya pode ser 10 a 20 vezes superior à da dengue.
Diferenças entre Chikungunya e Dengue
A pesquisa indica que, enquanto a dengue pode causar óbitos em qualquer faixa etária, a Chikungunya afeta principalmente idosos e pessoas com comorbidades como diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas. Ambas as doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, apresentando sintomas como febre alta (acima de 39 graus), dores articulares intensas e manchas vermelhas na pele. No entanto, em 30% dos casos de Chikungunya, esses sintomas não se manifestam, levando ao diagnóstico tardio em situações graves.
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Prevenção e situação atual em Ribeirão Preto
Com o verão e o aumento das chuvas, a proliferação do mosquito aumenta, tornando a prevenção crucial. Ações individuais, como eliminar focos de água parada, são importantes, mas a conscientização coletiva é fundamental. Em Ribeirão Preto, houve um aumento de 40% nos casos de dengue em novembro de 2023 em comparação com outubro do mesmo ano, mas felizmente não houve registros de Chikungunya. Os casos de Zika também apresentaram queda significativa. A Secretaria de Saúde mantém ações de combate à dengue em toda a cidade.



