Substância no organismo acusa gravidade da doença
Uma pesquisa inédita no Brasil desenvolveu um novo método para diagnosticar e monitorar a diabetes por meio da análise do hálito. O dispositivo, semelhante a um bafômetro, detecta a concentração de acetona no ar expirado, um biomarcador que se apresenta em níveis mais elevados em pessoas com diabetes.
Como funciona o dispositivo?
O protótipo, criado por pesquisadores da USP e outras instituições, utiliza nanopartículas para medir a concentração de acetona no hálito. Em indivíduos saudáveis, a concentração fica entre 0,3 e 0,9 partes por milhão (ppm), enquanto em diabéticos, ultrapassa 1,8 ppm. Essa diferença permite a detecção da doença e o monitoramento dos níveis glicêmicos.
Benefícios e próximos passos
A tecnologia promete melhorar a qualidade de vida de milhões de brasileiros com diabetes, eliminando a necessidade de múltiplas picadas diárias nos dedos para medir a glicemia. O objetivo é desenvolver um dispositivo acessível e de fácil uso para uso doméstico. No entanto, a pesquisa ainda precisa passar por testes clínicos para garantir sua eficácia e segurança, além de avaliações para definir o preço final do produto. Ainda não há data prevista para o lançamento comercial.
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A descoberta representa um avanço significativo no diagnóstico e tratamento da diabetes, doença que afeta mais de 16 milhões de brasileiros adultos e causa cerca de 72 mil mortes por ano no país, segundo a Organização Mundial da Saúde. A expectativa é que o novo método contribua para um melhor controle da doença e uma maior qualidade de vida para os pacientes.


