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Pesquisadores desenvolvem microbateria feita a partir da gelatina

Alimento gera até 0,75 volts d pode ser digerido pelo organizamo caso se rompa; produto também não prejudica o meio ambiente
microbateria de gelatina
Alimento gera até 0,75 volts d pode ser digerido pelo organizamo caso se rompa; produto também não prejudica o meio ambiente

Alimento gera até 0,75 volts d pode ser digerido pelo organizamo caso se rompa; produto também não prejudica o meio ambiente

Gelatina: do doce à energia para equipamentos médicos

Uma nova fonte de energia

Pesquisadores da USP de São Carlos desenvolveram uma microbateria feita de gelatina, com potencial revolucionário para dispositivos médicos. A inovação substitui as baterias alcalinas tradicionais, que representam riscos em caso de vazamento dentro do corpo.

Segurança e biocompatibilidade

A escolha da gelatina não foi aleatória. A agarose, um açúcar extraído de algas marinhas, mostrou-se a mais eficiente por possuir pH semelhante ao do corpo humano. A doutoranda Graciela Sedenho explica que as moléculas orgânicas utilizadas na composição da microbateria, contendo carbono, nitrogênio, hidrogênio e íons de ferro, são abundantes na natureza e biocompatíveis, não causando danos à saúde.

Aplicações e futuro

As microbaterias de gelatina podem ser distribuídas em diferentes compartimentos do dispositivo médico, liberando elétrons e gerando corrente elétrica. A parceria com Harvard permitiu adaptar a tecnologia, inicialmente voltada para baterias de maior escala, para a produção de microbaterias implantáveis. Uma grande vantagem é a possibilidade de descarte ambientalmente seguro. A tecnologia está pronta, e a equipe busca parceiros para sua comercialização.

A pesquisa demonstra um avanço significativo na área de biotecnologia, oferecendo uma alternativa segura e biodegradável para alimentar equipamentos médicos, minimizando riscos e impactando positivamente o meio ambiente.

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