Expectativa é que a ferramenta esteja disponíveis nos mercados até o final do ano
Mosquiteira eletrônica: tecnologia contra doenças transmitidas por mosquitos
Pesquisadores desenvolvem uma mosquiteira eletrônica com o objetivo de combater mosquitos transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela. O protótipo, resultado de quatro anos de estudos, utiliza duas colunas de sensores que emitem sinais quando um inseto se aproxima. Embora ainda não esteja disponível comercialmente, a tecnologia demonstra grande potencial para proteger a população.
Como funciona a tecnologia?
O dispositivo identifica os insetos por meio da análise das batidas de suas asas e do padrão de voo. O sistema consegue diferenciar insetos nocivos, como os transmissores de doenças, de insetos benéficos, como as abelhas. A tecnologia também se mostra promissora na agricultura, com potencial para eliminar pragas sem o uso de substâncias tóxicas. Um novo projeto em desenvolvimento visa expandir a tecnologia para ambientes externos, utilizando um laser para identificar insetos.
Aplicações e futuro da pesquisa
Atualmente, o protótipo já foi testado e aprovado para ambientes internos. A próxima etapa da pesquisa concentra-se em refinar o sistema para identificar e eliminar apenas as fêmeas dos mosquitos, as únicas responsáveis pela transmissão de vírus. Além disso, os pesquisadores exploram o uso da mosquiteira eletrônica como ferramenta de monitoramento e controle de pragas na agricultura. Estima-se que, quando disponível comercialmente, o dispositivo custe cerca de R$100,00. A expectativa é que o sistema esteja totalmente funcional até o final do ano.
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A mosquiteira eletrônica representa um avanço significativo no combate às doenças transmitidas por mosquitos, oferecendo uma solução inovadora, eficaz e de baixo custo. Sua aplicação em ambientes internos e externos, além do potencial na agricultura, demonstra sua versatilidade e impacto positivo na saúde pública e no meio ambiente.



