Objetivo é diminuir as avaliações dos remédios em animais
O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, tornou-se pioneiro no Brasil na reprodução de organoides, mini-órgãos humanos cultivados em laboratório a partir de células de pessoas vivas ou mortas. A instituição já desenvolveu organoides de coração, intestino e fígado.
Mini-órgãos: uma nova fronteira da pesquisa
De acordo com a pesquisadora do CNPEM, Talita Miguel Marin, esses organoides não são pedaços de órgãos, mas sim aglomerados de células que mimetizam a função de um órgão humano. A tecnologia empregada, importada da Europa, é de ponta e permite simular o organismo humano com precisão.
Tecnologia de Simulação
As células são injetadas em uma caixa de vidro conectada a cabos, contendo um líquido que simula o sangue e entra em contato com os mini-órgãos. Isso possibilita a simulação do impacto de medicamentos no corpo, abrindo caminho para testes mais rápidos e eficientes.
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Avanços e Perspectivas Futuras
O objetivo final é criar um sistema integrado com todos os mini-órgãos funcionando simultaneamente e interconectados por meio da circulação de fluidos. Esse sistema, previsto para estar pronto em até dois anos, poderá acelerar significativamente os testes de novos medicamentos. Embora a substituição completa do uso de animais em pesquisas seja um objetivo a longo prazo (três ou quatro décadas), a nova tecnologia representa um avanço considerável na área, reduzindo a necessidade de testes em animais geneticamente diferentes dos humanos.


