Doença é a terceira causa de morte no mundo e é provocada pela obstrução de artérias do pulmão por coágulos de sangue
Pesquisadores da USP de Ribeirão Preto desenvolveram uma tecnologia inovadora para prever a mortalidade de pacientes com embolia pulmonar aguda, doença que ocupa o terceiro lugar entre as causas de morte no mundo. A pesquisa, publicada nos Arquivos Brasileiros de Cardiologia e premiada como melhor artigo original de 2020, utilizou dados de pacientes atendidos na emergência do Hospital das Clínicas entre 2009 e 2015.
Software Preditivo
O estudo utilizou um software capaz de analisar imagens de tomografias pulmonares, reconstruindo-as tridimensionalmente e quantificando o volume de vasos sanguíneos afetados. Esta ferramenta, já empregada em outras doenças pulmonares, demonstrou ser eficaz na previsão de mortalidade em pacientes com embolia pulmonar. O software conseguiu diferenciar com precisão aqueles que apresentavam boa evolução clínica daqueles com maior risco de morte em até um mês após o episódio.
Implicações Clínicas e Futuras Aplicações
De acordo com o professor Carlos Henrique Miranda, coordenador da pesquisa, a capacidade de prever a mortalidade permite um tratamento mais individualizado. Pacientes com prognóstico favorável podem receber alta mais precocemente, enquanto aqueles com maior risco podem receber tratamento mais intensivo e prolongado. A tecnologia também apresenta potencial para avaliar pacientes com embolia pulmonar causada pela COVID-19.
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Esta pesquisa representa um avanço significativo na área médica, oferecendo uma ferramenta valiosa para auxiliar na tomada de decisões clínicas e melhorar o tratamento e o prognóstico de pacientes com embolia pulmonar. A possibilidade de aplicação em outras áreas e doenças reforça a importância deste desenvolvimento tecnológico para a saúde pública.



