Produto é feito por compostos já usados na indústria farmacêutica e tem baixo grau tóxico; conheça o estudo!
Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) desenvolveram uma solução inédita para o tratamento de doenças de pele causadas por bactérias resistentes, registrando o método no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
Doenças combatidas
O composto, criado a partir de substâncias já utilizadas na indústria farmacêutica, demonstrou eficácia contra bactérias como o Staphylococcus aureus, causadora de infecções como impetigo bolhoso, síndrome do choque tóxico e intoxicação alimentar.
Segurança e aplicação
Testes laboratoriais com fibroblastos de pele (células humanas) comprovaram a baixa toxicidade do composto, tanto na versão complexada com cobre quanto com cobalto. Isso indica a possibilidade de aplicação em pomadas para o tratamento de doenças de pele, sem danos às células.
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Próximos passos e comercialização
A patente está disponível para negociação. A UFSC, por meio de sua agência de inovação, busca parceiros para ampliar os testes e viabilizar a produção em larga escala. A aprovação do produto para comercialização dependerá da realização de testes mais abrangentes e da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde. A pesquisa, iniciada há mais de 10 anos, destaca-se pela busca de alternativas para combater a crescente resistência bacteriana a antibióticos.



