Ao todo, 15 pacientes são investigados; o pesquisador titular da Fiocruz, Rodrigo Stabeli, comenta a situação
O Hospital das Clínicas de São Paulo e pesquisadores de Ribeirão Preto analisam a possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus. Segundo o pesquisador Rodrigo Estabile, da Fiocruz, a comunidade científica recebeu essa informação com cautela, considerando a novidade do vírus e a falta de conhecimento prévio.
Reinfecção e o comportamento do vírus
Estudos em Hong Kong sugerem a possibilidade de reinfecção, mesmo em indivíduos que já desenvolveram imunidade. Comparando com o vírus Zika, Estabile destaca a possibilidade de um comportamento persistente do coronavírus, onde o vírus permanece no corpo em baixas quantidades, podendo se multiplicar novamente devido à baixa imunidade. Casos semelhantes foram observados no Brasil e na Espanha, mas ainda não há certeza sobre a capacidade de reinfecção.
Prevenção como principal estratégia
Apesar da possibilidade de reinfecção, a prevenção continua sendo a melhor estratégia de combate à pandemia. O uso de máscaras, o distanciamento físico e a conscientização da população sobre a importância da prevenção para a proteção individual e coletiva são fundamentais. A ciência trabalha para entender se o coronavírus é persistente ou causa reinfecção, o que influenciará as estratégias vacinais e de mitigação.
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Impactos e variabilidade da Covid-19
A Covid-19 apresenta impactos variados na população, afetando jovens e idosos de diferentes maneiras. Não há um padrão previsível de gravidade, o que torna a prevenção ainda mais crucial. A doença não se limita a sintomas respiratórios e pode levar a complicações graves, incluindo a síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica (SIM-P). A diversidade de respostas ao vírus está relacionada a fatores individuais e a complexidade do próprio vírus, que ainda está sendo estudado.
A alta ocupação de leitos de UTI em hospitais públicos de Ribeirão Preto e Franca demonstra a persistência da pandemia e a necessidade de cautela na flexibilização das medidas de restrição. A disponibilidade de leitos particulares não garante o acesso para toda a população, reforçando a importância da atenção à rede pública e a necessidade de prevenção para evitar a sobrecarga do sistema de saúde. A Covid-19 continua a ser uma ameaça real, causando mortes em diferentes faixas etárias, e a prevenção permanece como a melhor arma contra a doença.



