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Pesquisadores do Hemocentro desenvolveram um kit nacional para detectar o vírus HTLV

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vírus HTLV
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Um novo kit de diagnóstico para o HTLV, desenvolvido no Brasil, promete revolucionar a detecção desse retrovírus, custando até 15 vezes menos que os kits importados atualmente em uso. A pesquisadora Simone Cachimadade, do Hemocentro, detalha os benefícios e o impacto potencial dessa inovação para a saúde pública.

O que é HTLV e seus Impactos

O HTLV, um retrovírus da mesma família do HIV, é transmitido por via sexual, sanguínea e de mãe para filho. Embora a maioria dos infectados permaneça assintomática, cerca de 5% desenvolve manifestações clínicas graves, como mielopatia (uma doença neurológica debilitante) e leucemias. A identificação precoce é crucial para o manejo da saúde e a prevenção da transmissão.

Vantagens do Kit Nacional

O principal ganho com o desenvolvimento desse kit é a acessibilidade ao diagnóstico confirmatório do HTLV. Os kits importados são caros e, em alguns casos, apresentam ineficiências. O novo kit, que pesquisa o DNA viral, oferece maior eficiência e um custo significativamente menor – cerca de R$16, comparado aos R$170 dos importados. Atualmente, busca-se parcerias com empresas de biotecnologia e indústrias farmacêuticas para viabilizar a comercialização do kit.

Diagnóstico e Prevenção

A maioria dos indivíduos infectados com HTLV é assintomática, o que dificulta o diagnóstico. No entanto, sintomas como formigamento, dor e fraqueza nos membros inferiores ou dor lombar podem indicar a necessidade de investigação. O diagnóstico precoce é fundamental, especialmente em gestantes, pois a transmissão vertical (de mãe para filho) ocorre principalmente pela amamentação. A interrupção da amamentação nesses casos pode bloquear a cadeia de transmissão do vírus.

O Brasil, considerado área endêmica, enfrenta desafios na assistência aos portadores de HTLV, apesar da obrigatoriedade da triagem em doadores de sangue desde 1993. A rede pública ainda não consegue oferecer tratamento ou assistência de saúde adequada a todos os diagnosticados. A expectativa é que o novo teste possa ser implementado nas unidades básicas de saúde, ampliando o acesso ao diagnóstico. O país possui um número elevado de infectados, tornando o controle e a prevenção ainda mais urgentes.

Embora o HTLV não tenha cura nem vacina, o diagnóstico precoce e a prevenção da transmissão são as principais estratégias para mitigar seus impactos na saúde pública.

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