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Pesquisadores encontram superbactéria que só aparecia em ambientes hospitalares

Estudo avaliou a urina de pacientes com infecção urinária e 60% deles continham bactérias resistentes a diversos antibióticos
superbactéria hospitalar
Estudo avaliou a urina de pacientes com infecção urinária e 60% deles continham bactérias resistentes a diversos antibióticos

Estudo avaliou a urina de pacientes com infecção urinária e 60% deles continham bactérias resistentes a diversos antibióticos

Um estudo coordenado pelo professor de microbiologia da Unaerp, André Piton da Silva, revelou a presença da superbactéria Klebsiella pneumoniae em amostras de urina de pacientes com infecção urinária, em Ribeirão Preto. A descoberta surpreendeu os pesquisadores, pois essa bactéria, normalmente associada a ambientes hospitalares, foi encontrada em amostras de pessoas que não estavam internadas.

Amostras e a Origem da Superbactéria

De um total de amostras coletadas, 48 não eram de pacientes internados, indicando uma possível contaminação fora do ambiente hospitalar. A análise revelou que 60% das amostras continham bactérias resistentes a até seis tipos de antibióticos. A Klebsiella pneumoniae é uma bactéria oportunista, podendo causar diversas infecções, mas não é estritamente patogênica, podendo fazer parte da microbiota intestinal sem causar problemas.

Resistência Antimicrobiana e Virulência

A principal preocupação dos pesquisadores reside na multirresistência da bactéria aos antibióticos e na presença de genes de virulência. Esses genes conferem à bactéria vantagens para sobreviver e causar infecções. O perfil de resistência encontrado é típico de bactérias hospitalares, limitando as opções terapêuticas. Apesar da resistência, o professor André Piton da Silva afirma que não há risco imediato de transmissão entre pessoas, descartando a possibilidade de uma epidemia.

Possível Contato Prévio com Hospitais

A hipótese mais provável para explicar a presença da bactéria em pacientes não internados é a contaminação após internação hospitalar, com o desenvolvimento da infecção urinária posteriormente. Embora não haja risco de contágio direto, a pesquisa destaca a importância de monitorar a disseminação de bactérias multirresistentes e a necessidade de aprimorar as medidas de controle de infecção em ambientes hospitalares. A pesquisa reforça a importância da vigilância e da busca por novas estratégias para combater a resistência antimicrobiana.

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