Substância para uso comercial também está sendo testada
Um novo laboratório do Instituto de Pesquisa em Bioenergia (IPB) da Unesp de Rio Claro, em funcionamento desde janeiro, já se destaca por suas pesquisas inovadoras. Uma delas foca no uso de bactérias mutantes para produzir em larga escala um composto com aplicações em medicamentos e cosméticos. Este mesmo composto também é testado no combate a larvas e mosquitos Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O professor Jonas Conteiro, co-orientador do estudo, busca patentear a fórmula nos Estados Unidos, em parceria com uma empresa americana.
Biorefinaria e aproveitamento de resíduos
O laboratório é dedicado à biorefinaria, ou seja, à transformação de resíduos agroindustriais em moléculas úteis para diversas indústrias. A produção de biomoléculas de interesse industrial, como lipídios, ácido helático, polihidroxialcanoatos e butiratos, com aplicações industriais variadas, é um foco principal. Segundo o coordenador, o novo espaço é crucial para desafogar o antigo laboratório e agregar valor a resíduos agroindustriais.
Outras pesquisas em desenvolvimento
Outro estudo, liderado por Conteiro e um professor da Universidade Técnica da Dinamarca, utiliza resíduos industriais, como os de frutas, na produção de óleos, biodiesel e oligossacarídeos não digeríveis. Esses oligossacarídeos têm aplicações em nutrição humana e animal. O novo centro de estudos dispõe de uma seção de fermentação, um laboratório de preparo de meios e um laboratório de engenharia metabólica.
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O IPB conta com um laboratório central em Rio Claro e mais oito laboratórios associados em Guaratinguetá, Jaboticabal, Ilha Solteira, Botucatu, Assis, São José do Rio Preto e Araraquara, demonstrando a abrangência da pesquisa em bioenergia na Unesp.



