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Pesquisadores identificam biomarcadores na urina de pessoas com autismo

Descoberta pode facilitar o diagnóstico; estudo é do Instituto Butantan e já foi publicado na revista Biomarkers Journal
Pesquisadores identificam biomarcadores na urina
Descoberta pode facilitar o diagnóstico; estudo é do Instituto Butantan e já foi publicado na revista Biomarkers Journal

Descoberta pode facilitar o diagnóstico; estudo é do Instituto Butantan e já foi publicado na revista Biomarkers Journal

Hoje, no Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), a Secretaria de Saúde reforça a importância do diagnóstico precoce e das políticas públicas voltadas às pessoas com autismo. Em entrevista, a Dra. Milena de Oliveira Rodart, coordenadora de atenção à saúde da pessoa com deficiência, detalhou serviços, benefícios e os sinais que familiares e profissionais devem observar.

Políticas públicas e serviços

Segundo a coordenadora, o município conta com unidades e serviços especializados que oferecem atendimento multiprofissional para pessoas com TEA. Além do cuidado na rede de saúde, a assistência social disponibiliza benefícios como transporte urbano gratuito, carteirinha específica e transporte intermunicipal. "Temos uma série de benefícios que a pessoa com deficiência, dentre elas a pessoa com transtorno do espectro autista, tem direito. Disponibilizamos isso pela assistência social e pela secretaria da saúde", afirmou Dra. Milena.

Sinais e diagnóstico

A atenção primária tem papel central na identificação de sinais iniciais. Médicos de famílias e pediatras na unidade básica são orientados a observar características atípicas do desenvolvimento e encaminhar as crianças para serviços especializados, onde é realizado o acompanhamento e, quando necessário, o fechamento do diagnóstico. "O que é mais comum no transtorno do espectro autista são dificuldades na comunicação, na interação social e padrões de comportamento repetitivos — esse é o tripé do TEA", explicou a coordenadora. Ela destacou exemplos práticos: pouca troca de olhares, dificuldade em manter um diálogo sequencial, ausência de brincadeira compartilhada e movimentos estereotipados em momentos de estresse ou euforia.

Preconceito e inclusão

Dra. Milena reconheceu avanços na visibilidade e no conhecimento sobre o TEA, mas alertou que o preconceito ainda persiste e afeta famílias. "Hoje podemos dizer que o preconceito é menor do que alguns anos atrás, porque há mais divulgação e compreensão de que o TEA não é uma doença, mas uma condição do neurodesenvolvimento. Ainda assim, precisamos avançar na inclusão e no respeito às diferenças", afirmou.

A fala da coordenadora reforça a necessidade de ampliar a divulgação sobre sinais do TEA, fortalecer o fluxo entre atenção primária e serviços especializados e manter políticas públicas que garantam direitos e inclusão às pessoas com transtorno do espectro autista.

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