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Pesquisadores identificam proteína que auxilia no desenvolvimento de células cancerígenas no cérebro

Descoberta foi feita pelo laboratório de análises clínicas da Unesp de Araraquara
células cancerígenas cérebro
Descoberta foi feita pelo laboratório de análises clínicas da Unesp de Araraquara

Descoberta foi feita pelo laboratório de análises clínicas da Unesp de Araraquara

Descoberta sobre Astrocitoma na UNESP de Araraquara

Pesquisadores da Unesp de Araraquara fizeram uma descoberta significativa sobre o astrocitoma, um tipo raro de tumor cerebral. Estudos iniciados em 2011 identificaram uma proteína que acelera o crescimento tumoral e o torna resistente à radioterapia. A pesquisa acompanhou 60 pacientes do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, analisando as alterações celulares que levam ao desenvolvimento do câncer. Atualmente, a sobrevida para pacientes com astrocitoma de grau 1 e 2 varia de 5 a 10 anos, enquanto o grau 4 apresenta sobrevida média de apenas um ano e meio. Com essa descoberta, será possível criar protocolos de tratamento mais eficazes, permitindo uma melhor triagem e seleção de pacientes que realmente se beneficiarão de terapias agressivas, evitando efeitos colaterais desnecessários.

HPV e Câncer: Pesquisa inovadora no Brasil

Outro estudo desenvolvido na Unesp de Araraquara investiga a relação entre o vírus HPV e cânceres cervicais e orais. Desde 1993, pesquisadores analisam como o vírus, transmitido por via sexual, pode se alojar em pequenos ferimentos e desencadear o câncer. A pesquisa destaca a importância da relação sexual como fator de risco, uma vez que a transmissão do vírus requer contato com fluidos corporais e a presença de pequenas lesões que facilitam a entrada do HPV no organismo. Atualmente, há uma colaboração entre Brasil, Portugal, Itália e Argentina para o desenvolvimento de medicamentos utilizando moléculas extraídas de plantas brasileiras do Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.

Prevenção e Tratamento

Embora o câncer causado pelo HPV não tenha cura, a vacinação gratuita na rede pública de saúde é uma ferramenta eficaz de prevenção. A vacina protege contra os tipos de HPV de alto risco de malignidade, aqueles com maior potencial para causar transformação celular e desenvolvimento de câncer. A pesquisa destaca a capacidade do vírus de se integrar ao material genético da célula infectada, contribuindo para a progressão da doença. Os estudos sobre astrocitoma e HPV na UNESP de Araraquara representam avanços significativos na compreensão e no combate a essas doenças.

Os resultados dessas pesquisas prometem avanços importantes no tratamento e prevenção dessas doenças, impactando positivamente a vida de muitos pacientes.

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