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Pesquisadores reconstroem cérebro de um dos dinossauros mais antigos

Trabalho da USP feito em parceria com especialistas alemães foi publicado em importantes periódicos científicos
cérebro dinossauro
Trabalho da USP feito em parceria com especialistas alemães foi publicado em importantes periódicos científicos

Trabalho da USP feito em parceria com especialistas alemães foi publicado em importantes periódicos científicos

Um estudo recente revelou detalhes fascinantes sobre o Saturnalia tupiniquim, um dos mais antigos dinossauros conhecidos. A pesquisa, que analisou 13 esqueletos encontrados em Santa Maria, Rio Grande do Sul, há 20 anos, trouxe novas informações sobre a anatomia cerebral e o comportamento desses animais.

Reconstrução Cerebral e Tomografia Computadorizada

O paleontólogo Márcio Cardoso Langer, da USP de Ribeirão Preto, liderou a equipe que realizou a reconstrução do cérebro do Saturnalia tupiniquim por meio de tomografia computadorizada. Essa técnica permitiu uma análise detalhada da anatomia cerebral, fornecendo insights sobre o comportamento do animal, algo inédito para um dinossauro tão antigo. Estudos similares haviam sido feitos em dinossauros mais recentes, mas nunca em um tão primitivo.

Dieta e Comportamento Predatório

A análise da anatomia cerebral revelou uma região expandida do cerebelo, chamada flóculo, associada a movimentos rápidos da cabeça com manutenção do equilíbrio. Essa característica é comum em animais predadores, sugerindo que o Saturnalia tupiniquim, apesar de pertencer à linhagem dos gigantescos saurópodes herbívoros, também se alimentava de pequenos animais. Essa descoberta reforça a hipótese de que os primeiros representantes dessa linhagem eram pequenos e onívoros.

Dinossauros do Triássico

O estudo confirma que, no início do período Mesozoico (Triássico, cerca de 230 milhões de anos atrás), os dinossauros eram animais relativamente pequenos, com no máximo 10 quilos e 1,5 metro de altura. A pesquisa, que durou dois anos e envolveu pesquisadores do Brasil e da Alemanha, foi publicada em importantes revistas científicas internacionais. Novos estudos estão previstos para aprofundar o conhecimento sobre a evolução desta espécie, com o Rio Grande do Sul e o noroeste da Argentina se destacando como regiões ricas em fósseis do período Triássico, fornecendo um valioso material para futuras pesquisas.

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