De acordo com o levantamento, a troca do combustível resultaria em uma economia de 60%
Um estudo da Escola Politécnica da USP revelou que a substituição do óleo diesel pelo gás natural liquefeito (GNL) no transporte de cargas pode gerar uma economia de até 60% no custo do combustível. A pesquisa aponta que os maiores benefícios seriam sentidos em São Paulo e Campinas, regiões com os preços mais elevados de diesel no estado.
Redução de Custos e Emissões
Além da significativa economia financeira, a substituição também contribui para a diminuição da emissão de gases de efeito estufa em até 5,2%. O GNL é produzido pelo resfriamento do gás natural a -163°C, processo que reduz seu volume em até 600 vezes, aumentando seu poder energético. Walter Fernando Piasa Jr., diretor presidente de uma distribuidora de gás, destaca que essa mudança proporciona maior autonomia aos veículos, permitindo viagens de longa distância, como o percurso completo pelo estado de São Paulo, utilizando o gás natural na forma líquida. Piasa Jr. estima uma economia de cerca de 50% em comparação ao uso de óleo diesel, além da redução nas emissões atmosféricas.
Experiências Divergentes
Apesar das vantagens apontadas pelo estudo, a realidade dos motoristas é diversa. Em Ribeirão Preto, o taxista Edivaldo Fernando Daluz relata economia inicial com a conversão para GNL, mas afirma que o aumento recente no preço do gás (R$ 1,03 nos últimos seis meses, chegando a R$ 3,39 o metro cúbico) tem comprometido a viabilidade da opção. Rogério Bernardinelli, presidente de uma cooperativa de táxis, corrobora essa visão. Cerca de 40% da frota da cooperativa utiliza GNL, mas o alto custo do kit de conversão (em média R$ 4.000) e a alta no preço do combustível tornam o investimento menos atrativo atualmente. A conclusão é que, enquanto alguns motoristas continuam a usufruir das vantagens, a viabilidade da conversão depende fortemente do custo-benefício em cada situação.
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A pesquisa da USP demonstra o potencial do GNL como alternativa ao diesel, mas a decisão de adoção depende de uma análise cuidadosa dos custos envolvidos e da variação dos preços do combustível. A economia significativa em potencial precisa ser ponderada com os investimentos iniciais e as flutuações no mercado.



