Nova fórmula viria para substituir a injeção de insulina
Alunos da Unesp desenvolvem pesquisa inovadora para tratamento de diabetes, buscando substituir as injeções de insulina por uma bactéria em pó.
Bactéria modificada como alternativa à insulina
A pesquisa, em fase inicial, utiliza bactérias geneticamente modificadas para controlar a produção de insulina no organismo. Testes em laboratório já são realizados há um ano, e os resultados mostram-se promissores. A equipe trabalha com dois tipos de bactérias: uma já presente no intestino humano e outra, amplamente utilizada na indústria, que promete maior eficácia e tempo de ação no organismo.
Controle inteligente de glicose
As bactérias foram modificadas geneticamente para produzir insulina de acordo com a necessidade do paciente. Um sistema inteligente foi desenvolvido para que as bactérias detectem os níveis de glicose no sangue e produzam a insulina na medida certa, evitando excessos que podem ser prejudiciais à saúde. O próximo passo é integrar esse sistema em uma nova bactéria, o lactococos, garantindo sua eficácia.
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Pó para dissolução em água ou suco
A meta final é criar um pó contendo as bactérias modificadas, que poderá ser diluído em água ou suco, eliminando a necessidade de injeções diárias de insulina. Essa solução visa principalmente beneficiar pacientes com diabetes tipo 1, que necessitam de reposição constante de insulina desde a infância. A facilidade e a ausência de dor na administração do tratamento são grandes vantagens desta nova abordagem.
Os pesquisadores da Unesp participarão de uma competição internacional nos Estados Unidos em novembro, apresentando sua pesquisa inovadora. A equipe busca apoio financeiro por meio de vaquinha virtual para custear a viagem.



