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Pesquisas acadêmicas são interrompidas após decreto de pandemia

Para alguns estudantes, a alternativa é dar prosseguimento aos projetos de forma online
pandemia acadêmica
Para alguns estudantes, a alternativa é dar prosseguimento aos projetos de forma online

Para alguns estudantes, a alternativa é dar prosseguimento aos projetos de forma online

A suspensão das aulas presenciais nas universidades brasileiras, em decorrência da pandemia, impactou significativamente o andamento de diversas pesquisas científicas. Projetos de longo prazo, que demandam trabalho de campo e experimentos presenciais, foram interrompidos, gerando atrasos e prejuízos para a comunidade científica.

Pesquisa sobre Feijão-de-Corda: Combate ao Colesterol

No Instituto de Química da Unesp de Araraquara, a pesquisa sobre o uso do feijão-de-corda no combate ao colesterol, orientada pelo professor Eduardo Mafu de Sili, encontra-se paralisada. A impossibilidade de prosseguir com os estudos representa um atraso considerável, uma vez que pesquisas dessa natureza podem levar até uma década para serem concluídas.

Hidrometria e o Impacto na Gestão de Recursos Hídricos

Na Universidade de São Paulo (USP), o professor Frederico Moade e seus alunos de mestrado, doutorado e iniciação científica, que estudam bacias hidrográficas e a saúde de reservatórios e rios, também enfrentam dificuldades. Embora a análise bibliográfica continue, a ausência de trabalho de campo impede o avanço da pesquisa, que visa contribuir para um melhor planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos no Brasil. O professor lamenta a interrupção da parte prática da formação de seus alunos, crucial para sua atuação futura.

Avanços em meio às dificuldades

Apesar dos desafios impostos pela pandemia, a comunidade científica mundial demonstra resiliência. A corrida pela produção de vacinas contra a Covid-19, com destaque para as desenvolvidas pela Universidade de Oxford e pelo laboratório chinês Sinovac Biotech, demonstra a capacidade de adaptação e busca por soluções inovadoras mesmo em momentos críticos. As parcerias entre instituições brasileiras, como o Instituto Butantan e o Ministério da Saúde, garantem a produção dessas vacinas no país.

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