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Pessoal relaxou em relação a Covid, afirma médico infectologista sobre aumento dos casos na região

Unidades de saúde de Ribeirão Preto registraram superlotação e aumento na procura; baixa adesão às vacinas contribuem a situação
Pessoal relaxou em relação a Covid
Unidades de saúde de Ribeirão Preto registraram superlotação e aumento na procura; baixa adesão às vacinas contribuem a situação

Unidades de saúde de Ribeirão Preto registraram superlotação e aumento na procura; baixa adesão às vacinas contribuem a situação

Hospitais públicos de Ribeirão Preto enfrentam lotação acima da capacidade nas últimas semanas, pressionando o atendimento de urgência e emergência. O Hospital das Clínicas e a Santa Casa registram números que já comprometem a rotina das unidades e motivaram medidas administrativas para tentar conter a sobrecarga.

Situação nas unidades e impacto no atendimento

Em nota, a Santa Casa informou que, na quarta‑feira, solicitou à regulação municipal a suspensão temporária do encaminhamento de novos pacientes para as unidades 24 horas até que a situação seja normalizada. A direção relata que a sala de emergência dispõe de oito leitos, mas atende, no momento, dez pacientes; na área de observação há 14 leitos disponíveis e 35 pacientes internados. Nas últimas 24 horas foram registradas 22 altas e 23 internações — quadro que mostra mais entradas do que saídas.

Fatores por trás da piora: dengue e vírus respiratórios

O aumento das internações teve início em janeiro e está associado principalmente ao surto de dengue, segundo autoridades locais. Dados apresentados pelo infectologista Rubens Pereira dos Santos indicam que, de janeiro até o final de abril, Ribeirão Preto contabilizou 16.640 casos confirmados de dengue, seis óbitos confirmados e quatro mortes suspeitas em investigação.

Na mesma janela temporal, a covid‑19 também gerou impacto relevante: 3.320 casos confirmados, 150 casos graves com internação e 26 mortes. “A covid ainda mata mais do que a dengue”, afirmou o especialista, ressaltando que muitos desses casos poderiam ter sido evitados com vacinação e medidas simples de proteção.

Recomendações médicas e apelo à prevenção

Segundo o infectologista, a população deve priorizar medidas iniciais em casa para reduzir a demanda por pronto‑socorro: hidratação adequada e uso de analgésicos para sintomas leves, evitar contato com outras pessoas e procurar atendimento apenas quando houver sinais de gravidade. Para casos suspeitos de viroses respiratórias, o médico recomenda uso de máscara e isolamento enquanto houver sintomas.

Rubens Pereira dos Santos também destacou a importância da vacinação: além da cobertura contra a covid‑19, ele lembrou da disponibilidade da vacina contra a gripe e mencionou baixa adesão à vacina contra dengue. O médico alertou ainda para o risco de coinfecções virais e para a tendência de aumento de doenças respiratórias com a aproximação do inverno, quando a baixa umidade e ambientes fechados favorecem a transmissão.

Especialistas e gestores apontam que a reversão do quadro depende tanto de medidas institucionais quanto da mudança de comportamento da população: atualizar vacinas, usar máscara quando sintomático, hidratar‑se e evitar procurar serviços de emergência sem necessidade podem aliviar a pressão sobre os hospitais nos próximos meses.

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