Pesquisa foi realizada pelo HC e Hemocentro de Ribeirão; responsável pelo levantamento, Rodrigo Calado, comenta os dados
Pesquisadores do Hospital das Clínicas e do Emocentro de Ribeirão Preto confirmaram que pacientes com tipo sanguíneo A têm 2,5 vezes mais risco de desenvolver a forma mais grave da COVID-19 em comparação com outros tipos sanguíneos.
Estudo em Ribeirão Preto e Serrana
A pesquisa analisou dados de 72 pacientes de Ribeirão Preto e Serrana. Destes, 37 (51,4%) eram do tipo A e 28 (32%) do tipo O. O estudo observou uma maior probabilidade de pacientes com tipo sanguíneo A estarem internados em unidades de terapia intensiva (UTI).
Implicações e Possíveis Mecanismos
O Dr. Rodrigo Calado, diretor científico do Emocentro e um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, explicou que a pesquisa busca compreender os mecanismos de susceptibilidade à doença. Pacientes com tipo sanguíneo A apresentaram maior chance de desenvolver pneumonia e insuficiência respiratória, embora outros sintomas como febre e resfriado não tenham apresentado diferenças significativas entre os grupos. Uma hipótese levantada é a presença de anticorpos naturais contra A e B em indivíduos com tipo sanguíneo O, que poderiam auxiliar na prevenção da transmissão do vírus.
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Continuidade da Pesquisa
A pesquisa continua em andamento, buscando entender a relação entre os tipos sanguíneos ABO e a gravidade da COVID-19. A equipe investiga a influência do fator Rh e busca identificar mecanismos que expliquem a maior suscetibilidade de indivíduos com tipo sanguíneo A à forma mais grave da doença, abrindo caminho para novas estratégias de tratamento e prevenção.



