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Petrobras anuncia reajuste no preço da gasolina e diesel a partir deste sábado (18)

Nas refinarias, a gasolina terá um aumento de 5,2% e o diesel de 14,2%, passando a custar R$ 5,61 o litro
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Nas refinarias, a gasolina terá um aumento de 5,2% e o diesel de 14,2%, passando a custar R$ 5,61 o litro

Nas refinarias, a gasolina terá um aumento de 5,2% e o diesel de 14,2%, passando a custar R$ 5,61 o litro

A Petrobras anunciou novos aumentos nos preços da gasolina e do diesel para as distribuidoras, com reajuste valendo a partir de amanhã. O aumento foi de 5,18% na gasolina e 14,26% no diesel, o que representa um acréscimo estimado de R$ 0,20 na gasolina e R$ 0,70 no diesel nas distribuidoras.

Impacto nos preços e justificativa da Petrobras

Segundo a Petrobras, o reajuste se justifica pelo cenário desafiador do mercado global de energia, impactado pela recuperação econômica mundial e pela guerra na Ucrânia. A empresa afirma buscar a convergência dos preços com o mercado internacional. Apesar do aumento, o diretor do núcleo dos poços de hiberompreto, Fernando Roque, destaca que os preços dos combustíveis ainda permanecem defasados em relação aos preços internacionais.

Reajustes e reflexos no mercado

Roque prevê novos reajustes, apontando que a Petrobras ainda não equilibrou o preço do combustível em suas refinarias. O aumento do diesel impactará também o preço do etanol, devido ao transporte e à produção da cana-de-açúcar. Em Ribeirão Preto, o preço médio da gasolina é de R$ 6,81, e o do etanol, R$ 4,42. O etanol, no entanto, ainda se mantém mais vantajoso para os motoristas, com preços a partir de R$ 4,19 em alguns postos, considerando seu rendimento de cerca de 70% em relação à gasolina.

A recente votação pela limitação do ICMS sobre produtos essenciais, incluindo transporte, pode trazer alguma mitigação, mas a insegurança quanto aos preços dos combustíveis permanece. A alta impacta a rentabilidade do produtor e gera incertezas para a próxima safra, agravadas pela elevação da taxa de juros e o custo do crédito. O governo federal, maior acionista da Petrobras, pressiona por recuo nos aumentos, principalmente em ano eleitoral.

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