Combustível ficou 2,3% mais caro nas refinarias; aumento deve ser repassado ao consumidor nos próximos dias
Aumento diário no preço dos combustíveis preocupa motoristas brasileiros
Reajustes constantes desde junho
Desde junho, motoristas brasileiros enfrentam reajustes quase diários no preço dos combustíveis. A Petrobras justifica os aumentos pela variação da cotação internacional do petróleo, repassando as oscilações para o mercado interno. Esse repasse afeta diretamente os preços do GLP, gasolina, etanol e diesel.
Impacto no bolso do consumidor
O presidente do sindicato brasileiro das distribuidoras de combustível alerta para o efeito cascata: Petrobras repassa para as distribuidoras, que repassam para os postos, e estes para o consumidor final. A situação é agravada pela falta de sincronia entre os aumentos de combustíveis e os salários, gerando dificuldades para a população. Em apenas 30 dias, o aumento da gasolina chegou a 9%, enquanto nos últimos quatro meses, o acréscimo foi próximo a 20%, passando de R$3,42 para quase R$4,09 o litro. A situação do etanol é ainda mais crítica, com alta de 40% no mesmo período, saltando de R$1,97 para R$2,79 o litro.
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Previsões negativas para o futuro
Segundo especialistas, a tendência é de novos aumentos nos próximos meses para gasolina, etanol e diesel. A falta de controle governamental sobre o preço do etanol, por exemplo, contribui para a sua alta significativa. A percepção de aumento imediato nos postos após anúncios de reajuste nas refinarias, enquanto reduções demoram a ser percebidas, gera ainda mais insatisfação entre os consumidores. A situação exige que o governo acompanhe de perto a questão salarial para minimizar os impactos negativos no orçamento familiar.



