Reajuste de 6,9% deve chegar ao comércio em até dois dias
O preço do gás de cozinha vai aumentar novamente para o consumidor brasileiro. A Petrobras anunciou um novo reajuste de 6,9%, o segundo aumento apenas em setembro. No início do mês, o reajuste foi de 12%, justificado pelos efeitos do furacão Harvey nos Estados Unidos, maior exportador mundial do produto.
Reajuste e Impacto no Consumidor
Este novo aumento deve chegar às prateleiras em até dois dias. Um botijão de 13 quilos, que custava entre R$ 70 e R$ 75, terá o preço elevado para cerca de R$ 80, segundo Márcio Sestari, dono de uma distribuidora de gás em Ribeirão Preto. A Petrobras justifica o aumento com a redução dos estoques e o aumento da demanda no hemisfério norte devido à proximidade do inverno.
Análise Econômica
O economista José Carlos de Lima Jr., da Rádio CBN, explica que a dependência brasileira do gás produzido nos Estados Unidos torna o país vulnerável a variações de preço no mercado internacional. Ele destaca que o Brasil trabalha com estoques de passagem, e a Petrobras repassa o aumento do mercado externo para o consumidor final.
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Impacto no Comércio Local
Liliane dos Santos, sócia de uma salgaderia, relata que, apesar de ter absorvido o primeiro aumento, atrásra será obrigada a repassar o custo adicional para o consumidor, elevando o preço dos salgados. Ela teme que isso afete as vendas. O sindicato nacional das empresas distribuidoras de gás informou que o reajuste oscila entre 6,4% e 7,4%, dependendo do polo de suprimento, e que a correção não repassa integralmente a variação do mercado internacional. Em atrássto, o botijão era vendido em Ribeirão Preto entre R$ 65 e R$ 70.
O aumento do gás de cozinha impacta diretamente o orçamento familiar e o comércio local, forçando ajustes de preços e gerando preocupações sobre o consumo.



