Defesas de Marcelo Plastino e Sandro Rovani negam pagamentos de propinas entre os acusados
A Polícia Federal desmantelou um esquema de corrupção na Prefeitura de Ribeirão Preto, que desviou mais de R$ 200 milhões. A investigação focou em Marcelo Plastino e Sandro Rovani, apontados como os responsáveis pela tesouraria do esquema.
Operação e Rastreamento
Durante meses, a Polícia Federal monitorou Plastino e Rovani, utilizando câmeras escondidas em shoppings de luxo e escutas telefônicas. As investigações revelaram que a dupla utilizava dinheiro vivo para repassar propina a políticos em troca de vantagens na administração pública, entre atrássto de 2013 e fevereiro de 2016.
Movimentação Financeira
A investigação apontou que Marcelo Plastino, sua mãe Marina Plastino e sua namorada sacaram mais de R$ 4 milhões em espécie de uma única agência bancária. Esse dinheiro, proveniente da empreiteira Atmosfera, que tinha contratos com a CODERP, levanta suspeitas de pagamento de propina para vereadores. Interceptações telefônicas mostram Plastino articulando saques com sua namorada e com Alexandre Aferriera Martins, que também trabalhava na Atmosfera e está presa. Um saque de R$ 100 mil foi flagrado pela PF em um shopping, com Plastino sendo filmado entrando no banco com uma sacola e saindo com o dinheiro.
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Ligação entre Plastino e Rovani
Após o saque de R$ 100 mil, Plastino foi seguido pela Polícia Federal até a casa de Sandro Rovani, indicando uma possível ligação entre os dois na distribuição da propina a políticos. A investigação continua para identificar os políticos envolvidos e o destino final dos recursos desviados.
A operação demonstra a eficácia do trabalho de investigação da Polícia Federal no combate à corrupção, revelando um esquema complexo que envolveu altos valores e diversas pessoas. As informações obtidas contribuirão para o aprofundamento das investigações e a responsabilização dos envolvidos.



