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PF e Gaeco detalham como eram feitos os desvios de dinheiro

Manobra era realizada através dos advogados dos servidores municipais de Ribeirão Preto
desvios de dinheiro
Manobra era realizada através dos advogados dos servidores municipais de Ribeirão Preto

Manobra era realizada através dos advogados dos servidores municipais de Ribeirão Preto

Após a prisão da prefeita de Ribeirão Preto, Darci Vera (PSDB), a Força Tarefa da Operação Sevandija revelou detalhes de um esquema de desvio de R$ 45 milhões dos cofres públicos municipais.

Desvio de recursos e pagamento de honorários

A fraude envolveu o pagamento de honorários advocatícios em uma ação judicial movida por servidores públicos que exigiam a reposição de perdas salariais do Plano Collor. O dinheiro teria sido dividido entre Darci Vera, os ex-advogados do sindicato dos servidores municipais Sandro Rouvane e Maria Zueli Librandi, o ex-secretário Marco Antônio dos Santos, o presidente afastado do sindicato Wagner Rodrigues (PCdoB) e o advogado André Soares Rentes. A investigação apontou a existência de um aditamento forjado no acordo entre a prefeitura e o sindicato, com promessa de propina, e a adulteração das atas de reuniões.

Acusações e prisões

Wagner Rodrigues teria firmado um acordo de delação premiada, enquanto o pedido de prisão de Rentes foi negado pela justiça. O promotor Gabriel Vidal detalhou como o grupo desviou mais de R$ 69 milhões, adulterando a base de cálculo dos honorários que deveriam ser pagos a Maria Zueli. O acordo previa a redução dos juros de 6% para 3%, com R$ 58 milhões destinados à ex-advogada. Os servidores ficaram sem juros de mora, pois os 3% restantes foram desviados. A prefeitura teve uma diminuição no pagamento de juros, mas o peculato se configura pela fraude no aditamento e pelo cálculo irregular realizado pelo secretário de administração, que desconsiderou a natureza composta dos juros e elevou o valor devido para R$ 69 milhões.

Desfecho da Operação Sevandija

As investigações da Polícia Federal e do Gaeco detalharam o esquema, que envolveu a manipulação de planilhas e a criação de um cálculo injustificado para o pagamento dos honorários. A prisão da prefeita Darci Vera, do secretário Marco Antônio dos Santos e dos advogados Sandro Rouvane e Maria Zueli Librandi demonstra a gravidade do caso e o sucesso das investigações na Operação Sevandija.

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