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PF prende novamente quatro na Operação Golden Boy

Quarteto que havia sido solto no início de dezembro é suspeito de golpe milionário através de fraudes em financiamentos agrícola
Operação Golden Boy
Quarteto que havia sido solto no início de dezembro é suspeito de golpe milionário através de fraudes em financiamentos agrícola

Quarteto que havia sido solto no início de dezembro é suspeito de golpe milionário através de fraudes em financiamentos agrícola

Em uma operação deflagrada pela Polícia Federal em Ribeirão Preto, Rafael Garcia, Alexandre Rosato, Diego Junqueira Pereira e Tyle-som Ribeiro Pereira foram presos sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraude milionária que lesou o Banco do Brasil e o Governo Federal. As prisões são resultado de investigações sobre financiamentos fraudulentos.

Detalhes da Operação e Prisões

Segundo o delegado Flávio Reis, responsável pelo caso, a prisão dos dois ex-gerentes do Banco do Brasil e dos irmãos que recrutavam os laranjas teve como objetivo impedir a dilapidação do patrimônio obtido ilegalmente. A Polícia Federal já identificou bens avaliados em mais de R$ 4 milhões, adquiridos através das fraudes, e comprovou o desvio de R$ 21 milhões em financiamentos agrícolas realizados na agência do Banco do Brasil em Guará.

Esquema de Fraude Detalhado

As investigações apontam que o golpe ocorria desde julho de 2014 e estava centralizado na agência de Guará. O esquema envolvia a captação de laranjas, que forneciam seus dados para a abertura de contas bancárias. Um engenheiro emitia laudos falsos, e com a aprovação dos ex-gerentes, os financiamentos agrícolas eram liberados. A Polícia Federal identificou cerca de 50 pessoas que emprestaram seus nomes para o golpe, recebendo aproximadamente R$ 5 mil em troca. Os empréstimos giravam em torno de R$ 500 mil, mas o dinheiro desaparecia após o depósito, impossibilitando a cobrança por parte do banco.

Expansão das Investigações e Próximos Passos

Há suspeitas de que outras pessoas estejam envolvidas na organização criminosa, e a cidade de Morro Aguda também está sendo investigada, pois um dos gerentes envolvidos era proveniente da agência local. Os presos foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória de Franca.

As autoridades seguem apurando os fatos para identificar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

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