Operação Cinderela prendeu cinco pessoas nesta quarta-feira (13), em Ribeirão Preto, suspeitas de aliciamento sexual
Quatro suspeitos estão foragidos após a Operação Cinderela da Polícia Federal em Ribeirão Preto, deflagrada ontem com acompanhamento da CBN. A operação mira uma quadrilha acusada de explorar sexualmente jovens transexuais.
Líder da quadrilha com histórico violento
Alexandre Ferreira da Costa, conhecido como Deco, apontado como um dos líderes, já foi acusado de matar uma travestia em 2014, mas foi absolvido em 2018. Atualmente, Deco cumpre pena de 20 anos de prisão por um acidente de trânsito em 2017 que resultou na morte de um motociclista. Seu advogado não foi encontrado para comentar o caso.
Modus operandi da quadrilha
As vítimas eram atraídas para Ribeirão Preto com a promessa de trabalho, mas chegavam endividadas devido às despesas de viagem pagas pela quadrilha. Elas eram forçadas à prostituição, com dívidas crescentes por hospedagem, alimentação e taxas. Além disso, eram obrigadas a usar drogas, adquirir bens de consumo e submetidas a procedimentos estéticos, incluindo aplicação de silicone industrial por um dos investigados, muitas vezes em clínicas clandestinas. Aquelas que não conseguiam pagar eram submetidas a castigos físicos e morais, multas e roubos de pertences. A investigação aponta ainda para homicídios, suicídios e desaparecimentos relacionados à quadrilha.
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Organização e desfecho da operação
A quadrilha era organizada em 10 núcleos na cidade, cada um com um líder responsável por aliciar novas vítimas. A Polícia Federal busca quatro suspeitos que permanecem foragidos. As investigações continuam.
A operação Cinderela expôs um esquema cruel de exploração sexual, com vítimas submetidas a condições degradantes e violência extrema. A busca pelos foragidos segue em andamento, demonstrando a gravidade dos crimes cometidos e a necessidade de justiça para as vítimas.



