Grupo está retido na sede da Polícia Federal, em Brasília, desde o começo da semana passada
A Justiça Federal manteve a prisão de quatro suspeitos de invadir celulares de autoridades, pelo menos até quinta-feira. A decisão foi tomada após audiência de custódia na terça-feira em Brasília.
Prisão Temporária e Depoimentos
O juiz Valisneide Oliveira, da 10ª Vara Federal, ouviu os depoimentos e decidiu pela manutenção da prisão temporária. A Polícia Federal pediu 90 dias para concluir as investigações. Walter Delgatineto confessou as invasões, alegando que o objetivo era testar falhas de segurança em aplicativos. Seus advogados afirmam que a confissão foi espontânea.
Investigação e Suspeitos
A Operação Esporfinha, realizada na semana passada, prendeu quatro suspeitos em Araraquara, Ribeirão Preto e São Paulo. Eles são investigados por invadir os celulares de mais de mil pessoas, incluindo autoridades ligadas ao governo federal e à Operação Lava Jato. Gustavo Henrique Elias Santos e Suéla Priscila de Oliveira, um casal de Araraquara, reclamaram do tratamento recebido durante a prisão, segundo seu advogado Ari Ovaldo Moreira. Os outros dois suspeitos, Danilo Marques, negam envolvimento nos crimes.
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Desdobramentos e Investigações
O Ministério Público Federal solicitou cópias dos depoimentos para investigar o tratamento dado aos presos durante as prisões. O juiz determinou a transferência de Suéla Priscila para o presídio feminino de Brasília, para que ela fique junto com os outros três presos. As investigações continuam em andamento.



