Agentes cumprem 17 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em 15 cidades de São Paulo e Minas Gerais
A Polícia Federal deflagrou a Operação Concierge na manhã de hoje, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que movimentou R$ 7,5 bilhões em fraudes financeiras. A operação contou com a participação de 200 policiais federais e resultou em 17 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão em 15 estados, com foco em 15 cidades de São Paulo e Belo Horizonte.
Prisões e Apreensões em Campinas
Em Campinas, 14 pessoas foram presas e 13 veículos, alguns de luxo, foram apreendidos. A Polícia Federal de Campinas detalhou o esquema criminoso, que envolvia duas fintechs, I-9 e T-10, utilizadas para lavagem de dinheiro. As empresas, sem autorização para funcionar como bancos digitais, encaminhavam dinheiro de seus clientes para grandes bancos, impossibilitando o rastreamento das transações.
O Esquema de Lavagem de Dinheiro
As fintechs, que operavam há cinco anos, eram clientes de grandes bancos, que atuavam como proteção para os clientes das empresas fraudulentas. A quantia mais significativa de movimentação financeira ocorreu no último ano. Além disso, as empresas não prestavam contas à Receita Federal, o que também configura crime. A investigação da PF envolve a atuação da Receita Federal.
Consequências e Desdobramentos
A Polícia Federal determinou judicialmente a suspensão das atividades de 194 empresas usadas pela organização criminosa. Um advogado teve sua inscrição na OAB suspensa, assim como o registro de contabilidade de quatro contadores. Houve ainda o bloqueio de R$ 850 milhões em contas associadas à quadrilha. Os envolvidos responderão por crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, operação de instituição financeira não autorizada, evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, crimes contra a ordem tributária e organização criminosa.



