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Pfizer e Biontech anunciam que a vacina contra a Covid induz uma ‘resposta imune forte’ em crianças de 5 a 11 anos

Pesquisador Vitor Engracia Valenti analisa a aplicação desses imunizantes em crianças e adolescentes
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Pesquisador Vitor Engracia Valenti analisa a aplicação desses imunizantes em crianças e adolescentes

Pesquisador Vitor Engracia Valenti analisa a aplicação desses imunizantes em crianças e adolescentes

A eficácia da vacina Pfizer em crianças de 5 a 11 anos é tema de discussão após a Pfizer e a Biontech anunciarem resultados positivos de testes clínicos. Esses resultados mostram que a vacina induz uma resposta imune forte nessa faixa etária, abrindo caminho para pedidos de aprovação em diversos países, incluindo o Brasil, onde a vacina já é aplicada em adolescentes a partir de 12 anos.

Testes Clínicos e Análise de Dados

Os ensaios clínicos da Pfizer incluíram aproximadamente 1500 crianças de 5 a 11 anos. A análise estatística, utilizando um cálculo amostral, permitiu que os resultados obtidos com essa amostra fossem considerados representativos de uma população muito maior. A metodologia empregada foi comparada à análise de uma pequena porção de um bolo para determinar seu sabor, garantindo a representatividade dos resultados.

Eficácia da Vacina em Diferentes Faixas Etárias

A eficácia da vacina varia de acordo com a faixa etária. Em geral, crianças e adolescentes tendem a apresentar uma resposta imune mais forte do que adultos e idosos. Estudos indicam que em pessoas acima de 60 anos, a eficácia da vacina pode diminuir com o tempo, principalmente contra variantes como a Delta. Em contrapartida, os testes com a vacina Pfizer mostraram que crianças apresentaram uma resposta protetora mais robusta em comparação com adultos e idosos.

Variantes do Vírus e Recomendações

A variante Delta continua sendo a de maior preocupação, devido à sua alta transmissibilidade. Embora não haja evidências de que seja mais agressiva que outras variantes, sua rápida disseminação aumenta o risco de internações e óbitos em crianças e adolescentes. Outra variante, a Mu, tem demonstrado em testes laboratoriais a capacidade de dificultar o efeito protetor das vacinas, mas ainda não há dados concretos sobre sua real influência. A recomendação para pais e responsáveis é que vacinem seus filhos adolescentes o mais rápido possível, assim que a vacina for aprovada para a faixa etária correspondente, e que os pais de crianças de 5 a 11 anos acompanhem as recomendações das autoridades de saúde.

A vacinação ajuda a prevenir a infecção por Covid-19 e a reduzir a gravidade dos sintomas, embora não ofereça proteção total. A antecipação da segunda dose da vacina Pfizer, anunciada pelo governo de São Paulo, é uma medida que merece atenção, pois estudos sugerem que um intervalo maior entre as doses pode resultar em uma proteção mais duradoura e eficaz. A decisão de antecipar ou não a segunda dose deve levar em consideração os resultados mais recentes da pesquisa científica.

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