Principal fonte econômica da região, o agronegócio, foi o setor que mais impulsionou os dados; economista analisa
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil fechou 2023 com alta de 2,9%, anúncio que traz alívio aos indicadores econômicos e reflexos positivos para a região. O resultado, segundo especialistas, decorre sobretudo do bom desempenho do agronegócio, somado à recuperação do setor de serviços, enquanto a indústria permanece em ritmo fraco.
Alta do PIB e papel do agronegócio
O agronegócio teve papel central no crescimento do ano passado, afirmam economistas consultados. Além de elevar diretamente a produção, o setor dinamiza cadeias como fertilizantes, transporte e comércio, gerando renda que se espalha pela economia local. No estado de São Paulo, por exemplo, a produção de cana-de-açúcar — em boa parte originada na região — alimenta tanto o mercado interno quanto as exportações, impulsionando indústrias ligadas ao processamento.
Indústria em ritmo lento e desafios para a recuperação
Apesar dos avanços no campo e nos serviços, a indústria apresentou desempenho modesto, um ponto de atenção para políticas públicas. Especialistas destacam que a indústria tem capacidade de gerar maior valor adicionado e emprego qualificado, contribuindo para a ampliação da classe média e do poder de compra. Tornar o setor mais competitivo e ativo é apontado como desafio central para o governo, já que a diversificação da base produtiva ajuda a reduzir vulnerabilidades econômicas.
Perspectivas e riscos para 2024
Para o início deste ano, a expectativa é de continuidade do bom desempenho agropecuário, embora analistas alertem para incertezas climáticas. Eventos extremos de calor e chuva podem reduzir a produtividade em algumas lavouras, o que tornaria o avanço do PIB mais moderado do que em 2023. Ainda assim, a tendência apontada pelos especialistas é de manutenção de resultados positivos no campo, com impactos favoráveis sobre o comércio regional.
Ao comentar os números, o economista Edgar Armão sublinhou um otimismo cauteloso: o agronegócio segue como motor da economia local, mas há necessidade de políticas que incentivem a indústria para assegurar crescimento mais equilibrado e geração de emprego de maior valor agregado.



