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PIB da Europa mostra sinais de melhora com pequeno crescimento

Ouça a coluna 'CBN Economia', com Nélson Rocha Augusto
PIB da Europa mostra sinais
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O Produto Interno Bruto (PIB) da Europa apresentou crescimento de 0, PIB da Europa mostra sinais de melhora,3% no segundo trimestre de 2024, interrompendo uma sequência de dois anos e meio de recessão trimestral. Este resultado sinaliza uma possível recuperação econômica lenta e gradual no continente, após um período prolongado de contração.

Entre os países que se destacaram positivamente no desempenho econômico estão a Alemanha, que registrou crescimento de 0,7%, a França, com alta de 0,5%, e Portugal, que surpreendeu com um aumento de 1,1% no PIB. Apesar desses avanços, alguns países europeus, incluindo a Grécia, ainda permanecem em recessão, o que indica que a recuperação não é uniforme em toda a região.

Contexto Econômico Europeu: O crescimento de 0,3% no PIB europeu representa uma mudança importante após um período de contração econômica que durou cerca de dois anos e meio. A melhora reflete a estabilização de diversos setores e a retomada gradual do consumo e investimento. No entanto, a persistência de recessão em alguns países evidencia desafios estruturais e a necessidade de políticas econômicas específicas para esses mercados.

Desempenho da China: A China tem mostrado sinais de recuperação no ritmo de crescimento econômico em 2024. As autoridades chinesas implementaram ajustes e reformas, especialmente no gasto público e em grandes obras de infraestrutura, que inicialmente poderiam ter reduzido o crescimento do país. Após décadas de crescimento próximo a 10% ao ano, a China deve fechar o ano com crescimento estimado em 7,5%, com perspectivas de alcançar pelo menos 8% em 2025.

Essas medidas refletem esforços para equilibrar o crescimento econômico com a sustentabilidade fiscal e social, além de responder a desafios internos e externos, como a desaceleração global e tensões comerciais. A recuperação chinesa é vista como um fator positivo para a economia mundial, dada a importância do país no comércio internacional e nas cadeias produtivas.

Inflação no Brasil: No Brasil, a inflação em julho de 2024 foi baixa, influenciada pela redução do preço das tarifas de ônibus, variações sazonais em vestuário e alimentação. Entretanto, especialistas alertam para uma tendência de aceleração da inflação até o final do ano, motivada por fatores sazonais, preços represados e o repasse da alta do dólar para os preços internos.

O Banco Central do Brasil projeta que a inflação deve fechar o ano próxima de 6%, valor considerado elevado, especialmente quando comparado à inflação global, que está abaixo de 2%. A alta inflação representa um desafio para a política monetária e para o poder de compra da população, exigindo medidas para conter a pressão sobre os preços sem comprometer o crescimento econômico.

Desafios e Perspectivas: Os dados econômicos recentes indicam uma melhora na Europa e na China, embora com ritmos e contextos diferentes. A Europa parece ter interrompido a recessão, mas ainda enfrenta desequilíbrios regionais. A China busca retomar um crescimento robusto, ajustando sua política econômica para enfrentar desafios internos e externos. Já o Brasil enfrenta dificuldades para controlar a inflação, o que pode afetar a estabilidade econômica no curto prazo.

Informações adicionais

Não foram divulgados dados específicos sobre outros países europeus que permanecem em recessão, o que limita uma análise mais detalhada sobre a recuperação econômica no continente. A evolução da inflação no Brasil e o desempenho da China serão fatores importantes para o cenário econômico global nos próximos meses.

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