Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’, com José Carlos de Lima Júnior
A FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgou uma projeção otimista para o PIB do agronegócio paulista em 2016, estimando um crescimento de 7,2%. Segundo José Carlos de Lima Jr., essa performance positiva reflete o bom momento de setores importantes da economia estadual.
Sucesso da Cana e da Laranja
Dois setores foram cruciais para esse resultado: o sucroalcooleiro e a citricultura. A recuperação dos preços internacionais do açúcar e uma produção de laranja significativa, impulsionada por problemas climáticos na Flórida (importante produtora de laranjas nos EUA), fizeram com que o Brasil assumisse um papel de destaque na oferta de suco de laranja para o mercado global. Essa conjuntura favoreceu o PIB paulista, com a cana de açúcar representando 57% e a laranja 73% do PIB do setor.
Impacto em toda a Cadeia Produtiva
O bom desempenho do agronegócio teve um efeito cascata em outros segmentos. A cadeia produtiva, analisada pela FIESP e o CPE (Centro de Pesquisa Econômica) da USP, abrange desde os insumos e maquinários (antes da porteira), passando pela produção agrícola e pecuária (dentro da porteira), até a comercialização (depois da porteira). Embora o crescimento não tenha sido uniforme em todos os elos, a produção agrícola, especialmente a cana e a laranja, apresentou resultados expressivos.
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Cenário Político e Econômico
Apesar do crescimento positivo, o cenário político e econômico de 2016, marcado pela incerteza política no primeiro semestre e pelo afastamento da então presidente Dilma Rousseff, influenciou os resultados. A instabilidade gerou insegurança para investimentos, afetando o desempenho que poderia ter sido ainda melhor. A retomada da confiança no segundo semestre impulsionou investimentos e contribuiu para o crescimento final, porém, a indefinição política e econômica afetou os resultados, que poderiam ter sido ainda mais expressivos.