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PIB dos EUA cresce 2,8% no segundo trimestre, como isso impacta no Brasil?

Economia americana tem forte influência no país e o crescimento acima do esperado pode ser uma boa notícia; saiba mais!
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Economia americana tem forte influência no país e o crescimento acima do esperado pode ser uma boa notícia; saiba mais!

Economia americana tem forte influência no país e o crescimento acima do esperado pode ser uma boa notícia; saiba mais!

O cenário econômico internacional, PIB dos EUA cresce 2,8% no segundo trimestre, como isso impacta no Brasil?, especialmente os dados divulgados recentemente nos Estados Unidos, tem impacto direto na economia brasileira. Nesta semana, foram divulgados indicadores importantes, como o Produto Interno Bruto (PIB) americano do segundo trimestre e a inflação medida pelo deflator implícito do PIB, que influenciam as perspectivas para o Brasil.

Desempenho do PIB americano e sua relevância

O PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre apresentou crescimento de 2,8%, superando as expectativas do mercado e dos analistas. Apesar de representar uma desaceleração em relação ao trimestre anterior, quando o crescimento foi de 3,4%, o resultado ainda é considerado robusto, principalmente diante do contexto de taxa de juros elevada e esforços para conter a inflação no país.

Inflação americana em queda e impacto nas taxas de juros: A inflação americana, medida pelo deflator implícito do PIB, acumulou 2,6% nos últimos 12 meses até junho. Esse índice é fundamental para o Banco Central dos Estados Unidos acompanhar a evolução dos preços. A taxa atual está próxima do objetivo de 2%, que é o parâmetro desejado para a estabilidade econômica, considerando que há dois anos a inflação chegou a níveis inéditos, próximos a 10%, no auge da pandemia.

Essa desaceleração da inflação abre espaço para a possibilidade de redução das taxas de juros nos Estados Unidos. Após a divulgação desses dados, a taxa de juros de longo prazo americana (títulos de 10 anos) caiu para cerca de 4,2% ao ano, enquanto a taxa de curto prazo permanece em torno de 5,5%. Essa diferença indica expectativa de melhora econômica e menor pressão inflacionária no futuro.

Consequências para a economia brasileira: Para o Brasil, a estabilidade da inflação e o crescimento moderado nos Estados Unidos são sinais positivos. A economia americana em plena atividade e com inflação controlada favorece as exportações brasileiras e o comércio bilateral, além de influenciar positivamente o ambiente econômico global. A perspectiva de redução das taxas de juros americanas pode também aliviar pressões sobre os mercados financeiros e a taxa de câmbio no Brasil.

Inflação no Brasil e expectativas para a Selic

No cenário doméstico, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que mede a inflação até o dia 15 de cada mês, registrou alta de 0,30% em julho, valor ligeiramente acima das expectativas dos analistas, que previam 0,23%. A alta foi impulsionada principalmente por passagens aéreas, devido à temporada de férias, e pela manutenção de automóveis, também influenciada pelo período.

Por outro lado, os preços de alimentos, como carne, leite, verduras e legumes, apresentaram queda de 0,44%, o que é uma notícia positiva para o orçamento das famílias. No entanto, os combustíveis continuam pressionando a inflação. Após o aumento de aproximadamente 7% no preço da gasolina pela Petrobras, registrado há cerca de três semanas, os preços nas bombas, especialmente em cidades como Ribeirão Preto, subiram ainda mais, com valores superiores aos praticados em São Paulo capital, apesar dos custos operacionais serem menores na cidade do interior.

Perspectivas para a política monetária brasileira: Apesar do controle inflacionário observado, a expectativa predominante entre analistas é de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em níveis elevados até o final do ano, em torno de 10,5%. Alguns especialistas, entretanto, consideram possível uma redução da taxa para cerca de 10% no final de 2023, caso os indicadores continuem favoráveis.

O cenário atual indica que a inflação no Brasil deve fechar o ano próxima de 4%, um valor considerado satisfatório diante das condições econômicas do país, embora ainda acima da meta ideal. A combinação de inflação controlada nos Estados Unidos e estabilidade relativa no Brasil cria um ambiente propício para ajustes graduais na política monetária, sem comprometer o crescimento econômico.

Entenda melhor

O deflator implícito do PIB é um índice que mede a variação dos preços de todos os bens e serviços produzidos internamente, sendo uma referência importante para a política monetária. A taxa Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação e estimular ou frear o crescimento econômico.

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